Doença de Alzheimer

 

clinica

 

 

 

Fórmula 1

 

Dosagem

Ginkgo biloba

40 mg

L-acetil carnitina

250 mg

Fosfadilcolina

250 mg

Fosfatidilserina

100 mg

DMAE (Dimetil-amino etanol)

250 mg

DHEA (Dehidroepiandrosterona)

50 mg

Alfa-tocoferol (vitamina E)

250 mg

 

 

Tomar 1 unidade no almoço e no jantar

 

 

 

 

 

Aspectos biomolecular

Segundo alguns pesquisadores nestes pacientes ocorreriam um aumento da atividade do ácido glutâmico, o que permitiria uma maior penetração de cálcio nos neurônios levando‑os à destruição. Também tem sido observado que a SOD (superóxido dismutase) está bastante aumentada a semelhança do que ocorre na Síndrome de Down.

Os pacientes portadores de Doença de Alzheimer apresentam pronunciada deficiência da vitamina B1 (tiamina), vitamina importante no metabolismo dos carbohidratos, a maior fonte energética para as células, atuando na fase de conversão do piruvato à acetil CoA.  Também tem sido observado que os níveis de acetilcolina são extremamente baixos. No sentido de melhorarmos os níveis de acetilcolina podemos utilizar o DMAE e a L-acetil carnitina.

 

 

DMAE (Dimetilaminoetanol), que também é chamado de deanol acetamino benzoato ou Deaner, é um produto natural encontrado nos frutos do mar (sardinha e anchova), é um precursor imediato da colina, portanto estimula a síntese de acetilcolina. É melhor que a própria colina, uma vez que atravessa a barreira hemato-encefálica, e ao mesmo tempo é um importante varredor de radicais livres, principalmente o radical hidroxila. O DMAE desenvolve a inteligência, a memória, aumenta o nível de energia e o aprendizado, aumenta o tempo de vida e melhora o humor. Seus efeitos se apresentam meia hora após a ingestão e continua por algumas horas. Algumas pessoas têm apresentado tolerância ao DMAE após muitas semanas de uso; isto se reverte após a suspensão da droga por poucas semanas. Estes atributos indicam o uso deste nutriente na Doença de Alzheimer, nas dosagens de 250 mg 2x/dia.

O DHEA (D-hidroepiandrosterona) é um hormônio esteróide, precursor dos hormônios sexuais (estrógenos e testosterona), produzidos pela glândula Supra‑Renal, mais abundante na corrente sangüínea. Seu papel biológico específico ainda não está totalmente elucidado, ainda é difícil separar a ação do DHEA daqueles esteróides sexuais primários nos quais é metabolizado.

No entanto já está claro que sua suplementação exerce influência positiva, nos processos de envelhecimento, obesidade e ontogênese. A DHEA estabiliza o crescimento das células nervosas. Sua produção cai de cerca de 30 mg/dia aos 20 anos de idade para menos de 6 mg/dia aos 80 anos, sendo por esta razão um dos melhores biomarcadores bioquímicos da idade cronológica. Parece estar envolvida na proteção dos neurônios cerebrais contra os estados degenerativos associados à senilidade como o Mal de Alzheimer.

Nestas doenças os níveis de pregnenolona e 17 Alfa‑pregnenolona, precursora do DHEA, os níveis estão extremamente baixos. Não deve ser prescrita sem se fazer o perfil hormonal nas mulheres e nos homens. Nestes dosar DHEA, testosterona plasmática e PSA livre e total.

Dose Mínima: 50 mg/dia‑Dose Máxima: 200 mg/dia

 

L- acetil-carnitina - A L acetil-carnitnia é um agente colinomimético existente no organismo. É produzido no processo de queima, de gordura. Os triglicérides são hidrolisados a ácidos rraxos e liberados para a corrente sanguínea entrando na matriz mitrocondrial, com a ajuda da L‑carnitina para serem oxidados. Na beta‑oxidação ocorre a formação de radicais acetil e para efeito de regulação do balanço acetil CoA /CoA, seu excesso é tamponado com a L‑carnitina formando a L‑acetil carnitina.

Sendo um agente colinomimético a L‑acetil carnitina é capaz de ligar‑se ao receptor de acetil colina que e um neurotransmissor essencial na condução do estimulo da contração muscular. É de grande importância para a memória, principalmente para a imediata e também para o sono REM. Menção seletiva e inteligência lógica. E indicada na prevenção do envelhecimento, na Doença de Alzheimer, decência senil, para melhor desempenho físico, esclerose múltipla e distrofias musculares. Nas isquemias cerebrais a proteína é oxidada como fonte de energia. Com a L‑acetil carnitina ocorre melhora do metabolismo energético cerebral, sendo ela mesma utilizada como suprimento de energia, poupando as proteínas.

Um dos fatores de envelhecimento é a redução da população de receptores para a ligação de glutamato N‑metil‑D‑aspartato no hipocampo, a L‑acetil‑carnitina atenua intensamente este processo.

Outras Propriedades: Inibe a peroxidação lipídica, melhora o fluxo sanguíneo cerebral em pacientes com infartos cerebrais. Atenua os efeitos das neuropatias periféricas, melhora a acuidade visual nos diabéticos.

Aumenta a mobilidade dos espermatozóides. A L‑aceti1‑carnitina é

ta presente nos espermatozóides e liquido seminal. Durante o exercício físico, eleva‑se a oxidação de gordura, aumentando a produção de L‑acetil‑carnitina. Dose usual: 500 mg 3x dia‑Dose Máxima: 3 gramas/dia

 

Selerginina - Os neurônios dopaminérgicos nigroestriatais são os neurônios cerebrais que envelhecem mais rapidamente nos seres humanos.O conteúdo de Dopamina no Núcleo Caudato diminui intensamente, em 13% por década, depois dos 45 anos.A dopamina por si só, pode desempenhar tini papel uni papel importante nas alterações relacionadas com o envelhecimento dos neurônios dopaminérgicos nigroestriatais, visto que os metabólicos que se originam nas vias catabólicas são de natureza citotóxica.

A 6‑OH‑DOPA e a 6‑OHDA leva a formação de radicais livres tóxicos: o radical superóxido (02), O radical hidroxila (OH) e o peróxido de hidrogênio (H202). A Seleginina protege os neurônios dopaminérgicos estriais contra os efeitos tóxicos dos catabólicos tóxicos da Dopamina.

Aqui, a SOD também desempenha importante papel neutralizando parte dos radicais livres resultantes da auto‑oxidação dos metabólitos endógenos da Dopamina. A Seleginina inibe a captação de Tiramina reduzindo o efeito hipertensivo desta amina que libera a Noradrenalina (sem o efeito "queijo"). A Seleginina aumenta os pigmentos da Substância Negra, inibe seletivamente a MAO‑13 cerebral.Sua ação mais importante é a sensibilização dos neurônios dopaminérgicos a influências farmacológicas e fisiológicas aumentando o tônus dopaminérgico cerebral sem aumentar a captação de Dopamina.

Contra indicações: hipersensibilidade individual, pacientes com movimentos involuntários, psicoses, demência profunda, úlcera péptica ativa, outras doenças extrapiramidais:discinesia tardia, tremor essencial hereditário e Coréia de Huntington. Gravidez, amamentação e uso IMAO.Controlar função hepática, não usar bebidas alcoólicas.

Dose preventiva: 1 comprimido de 5 mg 3x/semana a partir dos 45 anos de idade. Dose de tratamento:, 5 mg 2x/dia (Parkinson, Alzheimer).

 

Tacrina (Tetra hidro-amino-acridina) – Substância com eficiente ação anticolinesterase, Inibidor reversível da colinesterase. Esta substância promove aumento da concentração da acetilcolina no córtex cerebral, por diminuir sua degradação nos neurônios colinérgicos. Com a evolução da doença sua eficácia é reduzida. Age apenas nos neurônios sadios. Não interfere na evolução da doença. É hepatotóxico, promove aumenta da secreção gástrica e agrava quadros ulcerosos com sangramento. Apresentação cápsulas com 10, 20, 30 e 40 mg.

Administrar conjuntamente L-metionina, silimarina e colina.

 

Referência:

  1. Maurizi CP – The therapeutic potential for tryptophan and melatonin: possible roles in depression, sleep, Alzheimer’s disease and abnormal aging. Med Hypotheses 31(3):233-242,1990.
  2.