Climatério
Para Notelovitz (1), o climatério tem início aos 35 anos e término aos 65 anos, portanto com duração de 30 anos. A menopausa é a última menstruação da vida da mulher e representa um episódio dentro do climatério, ocorrendo geralmente aos 51,3 anos ("Massachussets Women's Health Study", 1992) (2).
No início do climatério, aos 35 anos, observa-se discreta redução da produção de estrogênios pelos ovários, que se acentua progressivamente até a menopausa, quando não há mais secreção do esteróide.
Em decorrência dessa deficiência hormonal, a menopausa pode ser considerada uma verdadeira endocrinopatia e entre os sintomas e as repercussões decorrentes destacam-se: as ondas de calor, a atrofia geniturinária, a perda do colágeno da pele, a depressão, a irritabilidade, os distúrbios sexuais, a perda da memória, as perturbações do metabolismo lipoprotéico (favorecendo o processo de aterogênese) e, finalmente, a osteoporose.
Como a expectativa de vida das mulheres tem alcançado, em média, 80 anos, nos países desenvolvidos e a menopausa instala-se aos 50 anos, depreende-se que a população feminina poderá viver 30 anos em estado de total deficiência hormonal. Dessa forma, todos esses sintomas e repercussões afetarão de forma contundente a qualidade de vida das mulheres pós-menopausais.
Por isso, a terapêutica de reposição hormonal emerge
como um inequívoco agente protetor contra todos esses sintomas e,
principalmente, tem-se tornado importante elemento da Medicina preventiva, ao
reduzir de forma significativa a morbi-mortalidade por fraturas osteoporóticas
e o risco das doenças cardio e cerebrovasculares (3-4-5).
Referência:
1.
Notelovitz M. Climateric Medicine and Science: a societal need. In: Notelovitz
M, ed. The Climateric in Perspective. Lancaster: M.T.P. Press, 1988;19-21.
2. Mc Kin
Lay SJ, Posner JG. The normal menopause transition. Maturitas 1992;14:100-7.
3. Bush TL,
Barrett-Connor E, Cowan LD et a. Cardiovascular mortality and noncontraceptive
use of estrogen in women: results from the Lipid Research Clinics Program
Follow up Study. Circulation 1987;75:102-9.
4. Stampfer MJ, Colditz GA, Willet WC et al. Postmenopausal estrogen therapy and cardiovascular disease: ten-year follow-up from the Nurse's Health Study. N Engl J Med 1991;325:756-67.
5. Paganini-Hill A. The risks and benefits of estrogen therapy: Leisure World. Int J Fert 1995;1:54-62.
Dados laboratoriais da
função ovariana.
A falência ovariana se caracteriza clinicamente por
anemorreia, porém as dosagens dos hormônios Folículo estimulante (FSH),
Hormônio Luteinizante (LH) e o estradiol em duas ocasiões podem auxiliar na
determinação da função folicular remanescente. Se os níveis de LH forem maiores
que os de FSH, ou a concentração de estradiol encontrar-se acima de 50 pg/ml,
existem folículos presentes e funcionantes, fato que representa prognóstico
reprodutivo. De outra parte, na ausência de secreção estrogênica significante,
os níveis de FSH são invariavelmente maiores que os de LH, denotando a pobreza
folicular