Diabetes Mellitus

Por ser uma doença pluri-metabólica o diabetes mellitus apresenta o estresse oxidativo como o seu maior e mais importante comemorativo. Além do aumento dos lipoperóxidos, os diabéticos apresentam níveis de glutationa eritrocitária baixos, rápido consumo de ascorbato e altas concentrações de dehidroascorbato plasmáticos com menores concentrações de vitamina E plaquetárias.

Quando a glicose não esta prontamente disponível, o organismo lança mão dos corpos cetônicos produzidos no fígado como fonte de energia. Diferentemente de outros tecidos, quando o nível de glicose sangüínea no cérebro torna-se baixo este se utilizar dos ácidos graxos para conseguir 2/3 da energia necessária, porém, ocorre a geração de radicais livres e peroxidação lipídica, que ao que tudo indica é responsável pela doença vascular do diabético (1,2,3).

No controle deste grande estresse oxidativo podemos utilizar uma gama enorme de medicamentos, das mais diversas categorias como: minerais, vitaminas, aminoácidos, nutrientes e fitoterápicos (4,5,6,7).

 

Formula 1

 

Cromo quelato

50 mcg

Vanádio quelato

100 mcg

Manganês quelato

5 mg

Fósforo quelato

30 mg

Zinco quelato

10 mg

Niacina (Vita B3)

30 mg

Retinol (Vita A)

5.000 UI

Piridoxina (Vita B6)

10 mg

Tocoferol (Vita E)

200 UI

Ác. Ascórbico (Vita C)

250 mg

Glutation

10 mg

 

 

Tomar 1 unidade após o almoço e jantar

 

Formula 2-Diabetes

 

Gymnema

Gymnema silvestre

150 mg

 

 

 

 

Tomar 1 unidade após o almoço

 

 

Substâncias úteis para o tratamento do diabetes

 

Substância

Dosagem Diária

Aminoácidos

Ácido glutâmico

50 a 100 mg

Arginina

100 a 500 mg  3x/dia

Cisteína

500 a 1000 mg

Metionina

100 a 300 mg  3x/dia

Ornitina

100 a 300 mg

Taurina

100 a 600 mg

 

 

Enzimas

Coenzima Q 10

10 a 30 mg

 

 

Fitoterápicos

Ginkgo biloba

120 160 mg

Ver mais

 

Minerais

Cromo complex

50 a 400 mcg

Cobre quelato

0,5 a 2,0 mg

Manganes quelato

10 a 20 mg

Magnésio quelato

50 a 500 mg

Vanádio quelato

200 mcg

Zinco quelato

10 a 100 mg

 

 

Vitaminas

Vitamina A

5000 a 20000 UI

Vitamina B2

10 a 100 mg

Vitamina B3

30 a 100 mg

Vitamina B5

50 a 200 mg

Vitamina B6

10 a 300 mg

Vitamina B12

10 a 100 mg

Vitamina C

250 a 3000 mg

Vitamina E

300 a 1200 UI

 

1. AMINOÁCIDOS QUE AUXILIAM NO CONTROLE DA DIABETES

Arginina intensifica o aumento da secreção de hormônios e insulina com efeitos anabólicos em pacientes no pós-operatório.

Cisteína - O diabético tem um aumento da necessidade de cisteína.

A cisteína e a metionina são importantes na síntese do ácido lipóico que provém do ácido linolêico. O ácido lipóico pode reduzir a necessidade de insulina e é benéfico no diabetes. Funciona bem na neuropatia diabética. Dose do ácido alfa-lipóico: 100 a 600 mg/dia por 3 meses, via oral ou injetável.

Ornitina intensifica o aumento da secreção de hormônios e insulina com efeitos anabólicos em pacientes no pós-operatório.

Taurina - O diabético tem um aumento da necessidade de taurina. Durante a cetose, pacientes diabéticos excretam grandes quantidades de aminoácidos sulfidrílicos.

A L-glutamina é essencial para o transporte de nitrogênio e à proteção contra os radicais livres (como precursor da glutationa). Utilizado em doses de 2 a 4 gramas/dia.

L-triptofano – O L-triptofano na presença de baixos níveis de vitamina B6 e magnésio, como ocorre nos estados de estresse, uso de anticoncepcionais, depressão e retardamento metal, pode transformar-se em ácido xanturênico, o qual altera a curva de glicemia, já que diminui a tolerância glicídica.

 

2. ENZIMAS QUE AUXILIAM NO CONTROLE DA DIABETES

COENZIMA Q 10

Atua na cicatrização do tecido gengival e periodontal, possui sinergismo com a vitamina E, potencializando a antioxidação, diminuí a toxicidade de vários medicamentos de uso contínuo em patologias crônicas como o diabetes, Parkinson e Aizeheimer. Dose recomendada: 10 mg a 30 mg, 3 vezes ao dia. Pode-se usar até 100 mg/dia, em dose única, sem risco de hiperdosagem. Em casos graves: até 400 mg/dia.

3. FITOTERÁPICOS QUE AUXILIAM NO CONTROLE DA DIABETES

 

Goma-guar

Cyamopsis tetragonolobus

Gymnema

Gymnema sylvestre

Lecitina de soja

Glycine Max

Lobeira

Solanum auriculatum

 

GOMA-GUAR

O Goma-guar é um produto obtido da semente triturada da planta Cyamopsis tetragonolobus, que é originária da Índia e Paquistão, onde é usada como alimento há mais de 1000 anos.

O Guar quando ingerido com líquidos proporciona uma sensação de plenitude gástrica, inibindo naturalmente a fome. Por ser um alimento rico em fibras (pectina e gomas) promove uma diminuição da absorção do colesterol e dos carboidratos, auxiliando no controle da hipercolesterolemia e diabéticos.

Pelo exposto concluísse que este fitoterápico pode ser utilizado no controle da obesidade, da hipercolesterolemia e do diabetes.

Dosagem: cápsulas de 500 mg.

Iniciar com 2 cápsulas, com líquidos, 1 hora antes das refeições. Caso não seja suficiente pode-se utilizar 5 cápsulas com 2 copos de águas 1 hora antes das refeições.

Como reação adversa pode ocorrer flatulência, diarréia e constipação se a quantidade de água ingerida com o Guar for insuficiente.

 

GYNMEMA - A Gymnema silvestre é indicada como nutriente auxiliar em indivíduos obesos, particularmente aqueles que desenvolveram a diabetes tipo II. Melhorando a sensibilidade do organismo à insulina e corrigindo a resistência a insulina, a Gymnema silvestre pode reduzir a gordura corporal e aumentar a termogênese, mecanismo auxiliar na perda do excesso de peso. Além disso, o efeito insulinatrópico da Gymnema, pode levar a um efeito redutor do apetite, incluindo a diminuição do apetite por doces. Dosagem 150 a 400 mg/dia. Ver mais

 

LECITINA DE SOJA – A soja (Glycine Max) leguminosa anual nativa do sudoeste da Ásia. A lecitina de soja contém cerca de 50% de proteínas e 25% de lipídeos, como: ácidos graxos, triglicérides, fósforo, inositol e colina. Funciona como emulsificante, conservando as gorduras em suspensão, evitando a formação de depósitos que restringem a circulação sangüínea. Por tanto, protege o organismo dos problemas cardiovasculares, da aterosclerose, diminui os níveis lipídeos alterados, e as funções hepáticas. Dosagem 500 a 3000 mg/dia.

Obs. As leguminosas são mais de 13000 espécies de plantas, muitas das quais utilizadas como alimentos. Todas as leguminosas têm a capacidade de converter o nitrogênio da atmosfera em compostos adequados para a síntese de proteínas. Essa capacidade é dada por possuírem a bactéria Rhizobium nos nódulos da raiz, cuja função é de fixar o nitrogênio.

 

LOBEIRA – Planta com ação ativadora da função pancreática. Indicado para os regimes de emagrecimento, hipercolesterolemia e diabetis. Este fitoterápico necessita de maiores estudos científicos.

BIOFLAVONÓIDES

Aumenta a absorção e a utilização da vitamina C. Possui atividade anti-viral quando combinado com a vitamina C. Previne processos de inativação da vitamina C pela oxidação dos radicais livres. Sugestão de formulação: 100 mg de bioflavonóides +500 mg de vitamina C + 100 mg de rutina, 3 vezes ao dia.

GINKGO BILOBA

Protege as membranas celulares contra os radicais livres. Dose recomendada: - de 120 a 160 mg/dia, podendo até ser triplicada sem efeitos colaterais.

4. LIPÍDEOS QUE AUXILIAN NO CONTROL DA DIABETES

ÁCIDOS GRAXOS

As deficiências de ácidos graxos essenciais ou alterações metabólicas podem levar à redução na efetividade da insulina, causando: opacificação da córnea, dificuldades na cicatrização, atrofia glandular, dificuldade na retenção da glicose e aumento do risco da aterosclerose. Dosagem recomendada : ômega 6 - 1 a 4 gramas ao dia.

O ácido lipóico pode reduzir a necessidade de insulina e é benéfico na diabetes. Funciona bem na neuropatia diabética.

Dose do ácido alfa-lipóico: 100 a 600 mg/dia por 3 meses, via oral ou injetável.

5. MINERAIS QUE AUXILIAM NO CONTROLE DO DIABETES

CROMO

- O fator de tolerância à glicose (GTF) regula a homeostase da glicose orgânica e é dependente de cromo; - o GTF melhora a ligação de insulina com os seus receptores, altera o metabolismo lipídico e secundariamente o metabolismo glicídico. Deverá ser realizada a suplementação com cromo em pacientes diabéticos não insulino-dependentes. Dosagem: picolinato de cromo: 50 a 400 mcg/dia. Ver mais

COBRE

- O cobre é grande gerador de radicais livres, só devendo ser reposto se houver deficiência severa. Apesar da deficiência de cobre estar associada com alteração da tolerância à glicose, em modelos experimentais, a deficiência de cobre não é um problema muito comum na diabetes. Dosagem de cobre quelado: 0,5 a 2,0 mg/dia

MANGANÊS

A deficiência de manganês reduz a atividade da insulina.O manganês é necessário para ativação de enzimas-chave para converter a glicose em energia, por tanto, sendo, essencial para a fosforilação oxidativa.Dosagem do manganês quelado: 10 a 20 mg/dia. Ver mais

MAGNÉSIO

- O magnésio está envolvido na homeostase da glicose. Os diabéticos com glicosúria e cetoacidose podem ter perdas excessivas de magnésio pela urina. Modula o transporte de glicose através das membranas celulares. É um cofator em várias vias enzimáticas, envolvendo oxidação da glicose. Altas doses de magnésio pode gerar depressão e fraqueza muscular.Dosagem do magnésio quelado: 50 a 500 mg/dia. Ver mais

VANADIO

O vanádio é constituinte da estrutura química da insulina, emimetiza a ação da insulina nos adipócitos por diminuir a atividade das enzimas envolvidas na gliconeogênese. Dosagem do vanádio quelado: 200 mcg/dia. Ver mais

ZINCO

- A deficiência de zinco está associada com a redução da secreção da insulina e ao aumento da resistência tissular à insulina. O zinco aumenta a ligação da insulina às membranas dos hepatácitos. O efeito do zinco sobre a secreção de insulina é bifásico; concentrações muito altas ou muito baixas alteram a secreção insulínica. A deficiência severa de zinco pode ocasionar a intolerância à glicose. Dosagem de zinco quelado: 10 a 100 mg/dia. Ver mais

6. VITAMINAS QUE AUXILIAM NO CONTROLE DO DIABETES

VITAMINA A - É essencial à visão (principalmente à visão noturna); regulação da divisão celular; reprodução masculina e feminina; imunidade; anti-neoplásica (especialmente do parênquima respiratório); produção de hemácias; acelera a cicatrização de tecidos; combate as doenças de pele; pode reverter o envelhecimento.Dosagem:          Vitamina A (retinol): 5.000 a 20.000 Ul por dia via oral.

Betacaroteno (pró-vitamina A): 1 0.000 a 25.000 Ul por dia via oral.

Os diabéticos podem ter dificuldades em transformar o betacaroteno em retinol. A enzima que faz esta conversão estará diminuída se houver deficiência protéica (cerca de 50%). Altas doses de vitamina A pré-formada (retino[), poderão ocorrer efeitos colaterais de toxicidade (emagrecimento, perda do apetite, problemas na formação óssea, problemas hepáticos e menstruais).

VITAMINAS DO COMPLEXO B

Vitamina B2 (riboflavina) - Denominada riboflavina é também conhecida como vitamina G. Não é encontrada abundantemente nos alimentos, sendo sua deficiência muito comum. Componente essencial de enzimas produtoras de energia e atuantes nos processos de oxirredução, atuando, também, no metabolismo de lipídios e proteínas. Dosagem: 10 a 100 mg

Vitamina B3 (nicotinamida) - Há dois tipos de compostos vitamínicos: niacina (ácido nicotínico) e nicotinamida. A niacina é uma das vitaminas do complexo B mais estáveis.  A vitamina B3 está envolvida na produção de Energia. Utilizando o triptofano, na presença das vitaminas B1, B2 , o organismo é capaz de produzir sua própria niacina (60mg de triptofano sintetizam 1 mg de B3). No organismo a niacina converte-se nas formas ativas de coenzimas NAD (Nicotinamida adenina di nucleotídeo) e NADPH2. Participa em mais de 50 reações metabólicas, rápidamente absorvida e estável resistindo ao calor e alcoois.

Vitamina B5 (ácido pantotênico) - Denominada ácido pantotênico ou panteonato de cálcio, acha-se presente na totalidade das células vivas e funciona como parte da coenzima A. É bastante comum na alimentação e amplamente sintetizada no intestino humano. Citada, por alguns autores, como vitamina "anti-stress", por estar ligada à função adrenocortical.

Vitamina B6 - Relaciona-se a dois compostos: fosfato de piridoxal (que é a forma ativa) e piridoxina. A vitamina B6 intervém em grande série de reações metabólicas, especialmente no metabolismo dos aminoácidos e no SNC, quando participa da formação do ácido gama-aminobutírico (GABA). A administração de 2 a 4 gramas de GABA aumenta o efeito da insulina e não deve ser utilizada por hipoglicêmicos. Colabora na conversão do triptofano em niacina e do ácido araquidônico em prostaglandina E2. Estimula a glicogênese hepática e muscular (ajudando a assimilar adequadamente as proteínas e as gorduras). Reduz os espasmos musculares noturnos, câimbras nas pernas e dormência nas mãos, porque participa da manutenção dos níveis de magnésio intracelular, importante no funcionamento elétrico dos nervos, coração e músculo-esquelético. Promove a síntese dos ácidos nucléicos (RNA e DNA) que retardam o envelhecimento. No diabetes gestacional: vitamina B6, auxilia a regulação sérica da glicose.

Vitamina B12 - Conhecida como "vitamina vermelha" e também cianocobalamina, contém cobalto em sua molécula. Admite-se que ela exerça efeito protetor sobre a bainha de mielina bem como na sua síntese.  Por isso é muito utilizada na neuropatia diabética.

VITAMINA C - Complicações decorrentes do diabetis como: gengivites, envelhecimento cutâneo acelerado, dificuldades de cicatrização, podem ser reduzidos com a vitamina C. Dose recomendada para estes casos: 3,0 gramas/dia.Para aumentar a regulação da glicemia no diabetes tipo lI, podemos utilizar formulação contendo: cromo + magnésio + vitamina C + germe de trigo.

VITAMINA E -É um dos mais importante e o mais antigo antioxidante biológico identificado. É essencial a todas as formas de vida que respiram oxigênio. Interage sinergicamente com o ácido ascórbico. Doses recomendadas: Bebês menores que 1 ano: não devem tomar mais do que 50 UI/dia. Crianças entre 1 a 10 anos: até 200 Ul/dia.      Adultos:de 300 a 1200 Ul/dia. Na redução da dose de insulina do diabetes tipo 1, devemos usara a associação da vitamina E + manganês + fósforo + niacina.

 

Referências:

1.  Jain SK, Kannan K, Lim G – Ketosis (acetoacetate) can generate oxygen radicals and cause increased lipid peroxidation and grow inhibition in human endothelial cells. Free Radic Biol Med 25:1083-1088,1998.

2.  Jain SK, Mc Vie R – Hyperketonemia can increase lipid peroxidation and lowe glutathione levels in human erythrocytes in vitro and in Type I diabetic patients. Diabetes 48:1850-1855,1999.

3.   Jain SK, McVie R, Jackson R, Livine SN, Lim G – Effects of hyperketonemia on plasma lipid peroxidation levels in diabetic patients. Diabetes Care 22:1171-1175,1999.

4.   Holt S, Heading RC, Carter DC, Prescott LF, Tothill P – Effects of gel fibre on gastric emptying and absorption of glucose and paracetamol. The Lancet, London 1:636-639,1979.

5.   Perpétuo, GF, Salgado JM – Efeito da ingestão de feijão guandu (Cajanus cajan, L) sob o nível de glicose sangüínea em ratos diabéticos. 4 Simpósio de iniciação científica da Universidade de São Paulo, 1996.

6.   Jenkins DJA, Jenkins AL, Wolever TMS, Wong GS, Kenshole A, Josse RG, Thompson LV, Lam KY. Glycemic response to foods: Possible differences between insulin-dependent and non insulin dependent diabetics. American Journal of Chemical Nutrition. 40:971,1984.

7.   Mooradian AD, Morley JE – Micronutrient status in diabetes mellitus. Am J Clin Nutr 45:877-895,1987.