Déficit de Memória

 

Efeito dos Hormônios Femininos

Neurotransmissores e Neuroreceptores

Papel do Óxido Nítrico

 

1.          Memória- Formula 1

 

Cobre quelato

0,5 mg

Boro complex

1 mg

Magnésio ascorbato

75 mg

Manganês quelato

3,5 mg

Selênio complex

15 mcg

Zinco quelato

5 mg

Fosfato piridoxal

40 mg

Riboflavina (Vita B2)

0,5 mg

Niacina (Vita B3)

2,5 mg

Tiamina (Vita B1)

50 mg

Cianocobalamina (Vita B12)

200 mcg

Ácido fólico

400 mcg

GABA

10 mg

Tomar 1 cápsula no almoço e jantar.

 

 

Ginkgo biloba

80 mg

Tomar 1 cápsula no jantar.

 

 

Taurina

100 mg

L-Arginina

100 mg

L-Glutamina

200mg

Glutation

5 mg

Metionina

100 mg

Tomar 1 cápsula 90 minutos após o jantar com o estomago vazio.

 

Memória- Formula 2

 

L-carnitina

500 mg

Panteonato de Cálcio

250 mg

Tomar 1 cápsula no almoço e jantar.

 

Comentários sobre a formula

Zinco

A associação nas fórmulas do zinco com a piridoxina (vitamina B6), assim como o fosfato piridoxal produz bons resultados na suplementação. A riboflavina (vitamina B2) em pequenas doses, também, potencializa a ação do zinco.

A reposição do zinco deve ser prescrita em combinação com cobre na proporção de 10 porções de zinco para 1 porção de cobre.

As membranas celulares são partes fundamentais das células, sobretudo nos neurônios, pois ai ocorre as suas funções especializadas. As membranas celulares são responsáveis pela integridade das células, e quando envelhecem provocam a morte celular. As membranas são constituídas por uma dupla camada de fosfolípides e proteínas. Existem 5 classes de fosfolípides, cada qual com sua função físico-química: A fosfatidil colina, a fosfatidil serina, a etanolamina, a fosfatidil inositol e, a esfingomielina.

A associação de L-carnitina 1000 mg e Panteonato de cálcio 500 mg forma no organismo a acetilcarnitina que atua nos distúrbios de memória (Mal de Alzheimer), melhorando a função cognitiva.

Outros Medicamentos

 

Doenças que podem causar déficit de memória

DEMÊNCIA SENIL

DOENÇA DE ALZHEIMER

DOENÇA DE PARKINSON

 

No tratamento das deficiências de memória, podemos utilizar as chamadas Smart-drugs ou Nutrientes inteligentes, estes nutrientes e medicamentos visam aumentar a capacidade de concentração, melhorar a memorização e tornar as pessoas mais animadas. As alterações físico-químicas resultantes da ação das “Smart-drugs” parecem facilitar o estímulo dos sistemas colinérgicos e dopaminérgicos centrais a nível hipocampal.

Contudo devemos lembrar, que para a ação adequada dos fármacos é imprescindível que os neurônios estejam saudáveis, recebendo suprimento adequado de oxigênio, glicose e nutrientes, ou seja, que suas estruturas estejam preservadas e livres da ação dos radicais livres.

Classificação das Smart-drugs

 

1. Precursores da acetil colina

 

a) subgrupo colina-lecitina

 

b) Fosfatidil colina

 

c) Dimetilaminoetanol (DMAE)

 

d) L-acetil carnitina

2. Fosfatidilserina

3. Alcalóides

 

a) Hydergine

4. Hormônios

 

a) Vasopressina

 

b) Colecistocinina

5. Nootrópicos

 

Derivados do GABA - Piracetam

 

 

6. Difenilhidantoína

7. Centrofenoxina

8. Fitoterápicos

 

a) Ginkgo biloba

 

b) Ginseng

 

 

b1) Panax quinquefolius (Americano)

 

 

b2) Panax ginseng (Coreano ou Chinês)

 

 

b3) Eleutherococus senticosus (Siberiano)

 

c) Vinpocetina (Vincamina)

9. Aminoácidos

 

a) Ácido glutâmico

 

b) Arginina

 

c) Fenilalanina

 

d) Metionina – S-adenosil metionina (SAME)

10. Minerais

 

a) Cálcio

 

b) Magnésio

11. Vitaminas (nutrientes)

 

Vitamina B1 (Tiamina)

 

Vitamina B3 (niacina)

 

Vitamina B5 (Ácido pantotênico)

 

Vitamina B6 (Piridoxina)

 

Vitamina B12 (Cianocobalamina)

 

PIRACETAM

Classificado como nootrópicos, que são produtos derivados do metabolismo do ácido gama amino butírico. É usado para casos de alcoolismo, demência, ataque cardíaco e também melhora a memória e o aprendizado em pacientes sadios, protege o cérebro contra efeitos nocivos dos radicais livres, aumenta a velocidade do metabolismo e de produção de energia cerebral. Supõe-se que aumenta o fluxo de informações entre o hemisfério direito e esquerdo do cérebro.

Piracetam possui efeito sinérgico com DMAE e colina, pois os efeitos do Piracetam são maiores quando administrados concomitantemente com estas drogas.

Não são conhecidos efeitos colaterais, apesar de que insônia, dores de cabeça, náuseas e distúrbios do estômago podem ocorrer.

A dose efetiva é de 800 a 2400 mg como eficientes.

DIFEINILHIDANTOÍNA - A difenilhidantoína (fenitoína) exerce um efeito estabilizador sobre as membranas excitáveis de diversas células, inclusive neurônios e miócitos cardíacos. Pode reduzir os fluxos de repouso de Na+ assim como as correntes deste que fluem durante os potenciais de ação ou da despolarização induzida quimicamente. A capacidade da fenitoína para reduzir a duração das pós-descargas e limitar a propagação da crise é mais pronunciada que seu efeito sobre o limiar de estimulação; ou seja, pode prevenir a disseminação do foco mais que abolir sua descarga convulsiva. As características farmacocinéticas da fenitoína são afetadas por sua limitada solubilidade em água e pela eliminação dependente da dose.

HYDERGINE - (NOVARTIS)

Vasodilatador periférico

O princípio ativo é o mesilato de codergocrina que consiste de partes iguais dos mesilatos de diidroergocornina, diidroergocristina e diidroergocriptina (diidro-a-ergocriptina e diidro-b-ergocriptina na proporção de 2 para 1).

FOSFOLÍPIDES

Fosfatidil colina – A colina que faz parte de sua estrutura molecular, participa na síntese da acetil colina. A fosfatidil colina é essencial para a manutenção da fluidez das membranas celulares e preservar a integridade dos neurônios. Melhora a memória de curto prazo, o sono e os processos cognitivos.

Nas leveduras e bactérias a fosfatidiletanolamina pode ser convertida a fosfatidilcolina (lecitina), pela adição de três grupos metila ao seu grupo amino (ação da metiltransferase). Nos mamíferos a esta síntese se realiza no figado e também utiliza a via de síntese a partir da colina, com a participação da SAME. Dosagem de 500 mg/dia.

Colina é um precursor da acetilcolina, o qual transmite impulsos elétricos no cérebro. A dose sugerida é de 3 gramas de colina quatro vezes ao dia (12 gramas por dia) em associação com a lecitina e vitamina B5, um vez que esta última auxilia na conversão à acetilcolina. A colina pode causar um odor de peixe, que pode ser evitado pela ingestão de iogurte. Em altas doses pode causar diarréia.

Lecitina assim como a colina é um precursor da acetilcolina e tem sido demonstrado que a associação desta com a colina e a vitamina B5 melhora o desempenho cerebral, mesmo nos indivíduos normais. A dose de lecitina pode ser ligeiramente superior a 12 gramas por dia em duas tomadas.

 

Esfingomielina - A fosfatidilcolina funciona como doadora de fosfocolina na síntese de esfingomielina. As similaridades na forma e na estrutura molecular da fosfatidilcolina (um glicerofosfolipídio) e a esfingomielina (um esfingolipídio) são bem evidentes sobre tudo quando vemos as suas fórmulas estruturais.

Fosfatidilserina um fosfolipide que localiza-se preferencialmente na face interna da membrana neuronal e, é responsável por uma série de funções das células nervosas, incluindo a transmissão, liberação de impulsos nervosos e atividade sináptica.

A fosfatidilserina e o fosfatidilgicerol podem servir como precursores de outros lipídios de membranas, Nos mamíferos a fosfatidilserina é sintetizada a partir do fosfatidiletinolamina através de uma reação de descarboxilação mediada pela fosfatidilserinadescarboxilase.

A fosfatidilserina pomove o aumento da fluidez das membranas celulares, aumenta a atividade das enzimas fosforilantes: Proteína C cinase e fosfolipase A2, aumenta a atividade da bomba Na+/K+ ATPase.

A fosfatidilserina é escassa na alimentação e o organismo tem que se utilizar complexas e dispendiosas reações bioquímicas para produzi-la. Sua utilização como energético cerebral é muito útil especialmente nos casos de envelhecimento, nas síndromes de deterioração cognitiva pré-senil e senil e na doença de Alzheimer. Quando administrada oralmente é rapidamente absorvida e, prontamente atravessa a barreira hematoencefálica, tendo grande afinidade pelo hipotálamo. Dosagem 100 mg às refeições.

DMAE (Dimetilaminoetanol)

O DMAE é também chamado de deanol acetamino benzoato ou Deaner, é um produto natural encontrado nos frutos do mar (sardinha e anchova), é um precursor imediato da colina, portanto estimula a síntese de acetilcolina. Ë melhor que a própria colina, uma vez que atravessa a barreira hemato-encefálica, e ao mesmo tempo é um importante varredor de radicais livres, principalmente o radical hidroxila.

Desenvolve a inteligência, a memória, aumenta o nível de energia e o aprendizado, aumenta o tempo de vida e melhora o humor. Seus efeitos se apresentam meia hora após a ingestão e continua por algumas horas. Algumas pessoas têm apresentado tolerância ao DMAE após muitas semanas de uso; isto se reverte após a suspensão da droga por poucas semanas.

Os efeitos adversos são raros, e quando ocorre apresenta tensão muscular ou hipertensão. Overdose pode causar insônia ou dores de cabeça. Por isso é recomendado iniciar com doses menores. As doses sugeridas estão entre 300 a 1000 mg diariamente, divididas em 2 tomadas, normalmente de manhã e à tarde. Na sua formulação deve-se associar o pantotenato de cálcio e manganês.

Seu uso esta contraindicado na esquizofrenia, PMD e epilepsia.

SELEGILINA

Utilizada para o tratamento da doença de Parkinson, como coadjuvante da formação de dopamina, porém parece ter importantes propriedades como droga inteligente por ter um efeito antidepressivo agindo como inibidor seletivo da MAO tipo B. Pesquisas recentes aponta a selegilina como uma droga que consegue controlar o processo evolutivo nos pacientes com demência senil na variante Alzheimer quando administradas nas fases iniciais da doença.

A selegilina age como um fator de controle do envelhecimento e deveria ser administrado constantemente em doses de 2,5 mg de 1 a 3 vezes por semana na profilaxia dos fatores associados com o processo de envelhecimento.

VITAMINAS DO COMPLEXO B

Há doze tipos diferentes de vitamina B, dos quais cinco têm demonstrado efeitos positivos no sistema nervoso:

Vitamina B1 (Tiamina) é considerado um poderoso antioxidante, com importante função no metabolismo energético, por participar na conversão da glicose em energia, atuando na fase de piruvato à acetil Co A. A dose recomendada varia de 25 a 300 mg por dia. Considerando que a vitamina B1 desempenha papel essencial no metabolismo dos carbohidratos, a maior fonte de energia para as células, a sua deficiência nutricional pode ser observada quando encontramos falhas no metabolismo cerebral, como desnutridos e alcoólatras. Devemos observar que dietas ricas em carbohidratos depletam a tiamina. As fontes de vitamina B1 são: carnes vermelhas, soja, arroz integral, grãos integrais, ovos e peixes.

Vitamina B3 (niacina), ajuda a desenvolver a memória e combater o stress. Doses recomendadas: 100 a 200 mg diariamente. Doses elevadas, inclusive quando superior a 100 mg pode ocorrer 'flushing', cujos sintomas são prurido, vermelhidão nas extremidades, ondas de calor e parestesia, principalmente no rosto, pescoço, braços e tórax. Este efeito é consequência da dilatação arterial, determinada pela síntese da histamina.

Vitamina B5 (Ácido pantotênico) O ácido pantotênico faz parte da molécula da Coenzima A, e como a conversão da colina em acetilcolina (importante para a memória) necessita da acetilação da colina que é dependente da acetil Co A, esta é a fase de ação do ácido pantotênico. Nesta etapa também participa a lecitina. O ácido pantotênico é indispensável para síntese de lipídios e hormônios esteróides. Nas situações de estresse ocorre um grande consumo desta vitamina (chamada de anti-stress). Dosagem de 50 a 200 mg/dia.

Vitamina B6 (Piridoxina) - A vitamina B6 é uma das mais importante para o sistema nervoso central, porque é uma coenzima na transaminação, e descarboxilação de aminoácidos, ajudando o cérebro a produzir neurotransmissores vitais ao seu funcionamento. Tem demonstrado aumentar o tempo de vida e diminuir o stress. As doses recomendadas são de 50 a 100 mg por dia. Possui interação medicamentosa com a Levodopa, inativando-a no intestino. Devemos considerar que a forma ativa é o fosfato de piridoxal, portanto devemos evitar megas dose de piridoxina, devido a grande dificuldade de conversão em piridoxal, e a parte que não for convertida pode exercer forte competição com a forma ativa, à nível de receptores e, clinicamente manifestar-se como neuropatias periféricas. Se quisermos melhora a sua eficácia devemos associar magnésio na sua formulação.

Vitamina B12 (Cianocobalamina) está relacionada no tratamento de deficiências cerebrais por lesões a nível de SNC, processos degenerativos, principalmente desmielinizantes do sistema nervoso periférico. Doses de 100 a 200 mcg são sugeridas em associação com 400 mcg de ácido fólico. A vitamina B12 praticamente inexiste nos vegetais, portanto os vegetarianos, geralmente tem deficiência de vitamina B12, que é encontrada nos alimentos de origem animal. A vitamina B12 está vinculada ao metabolismo dos lípides, participando na eleboração da porção lipídica da lipoproteína da bainha de mielina, por atuar promovendo a transferência de hidrogênio e isometerização, na conversão do metilmalonato em succinato.

A síntese diária do SAME (S-adenosil metionina) substância importantíssima na regeneração e prevenção ao envelhecimento do SNC está na dependência do ácido fólico e da vitamina B12.

AMINOACIDOS

Eles são essenciais para produzir neurotransmissores no cérebro e baixos níveis de aminoácidos na ingestão pode causar fadiga e perda da concentração. Suplementá-los seria importante para vegetarianos ou em dietas para emagrecimento. Os aminoácidos podem atuar diretamente na neurotransmissão ou como precursores de neurotransmissores e neurohôrmonios.

Atuam na neurotransmissão

Precursores

L- Glutamato (excitatório)

L- Triptofano (Serotonina, Melatonina)

L-Aspartato (excitatório)

L-Histidina (Histamina)

L-Alanina (inibitório)

L-Cisteína (Ácido cisteico)

L-Taurina (inibitório)

L- Tirosina (Dopamina, Nor-adrenalina, Adrenalina)

L-Glicina (inibitório)

L-Glutamina (Gaba, L-glutamato)

Gaba (inibitório)

 

 

A fenilalanina é o aminoácido mais comum relacionado ao SNC. Ajuda a combater o stress e pode, também melhorar o humor e aumentar o estado de alerta. Administrado diariamente em doses de 1000 a 1500 mg, seguido de 50 mg de vitamina B5 e 500 mg de vitamina C. Recomenda-se ingerir com o estômago vazio, porque compete com proteínas para atravessar a barreira hemato-encefálica. Não administrar juntamente com inibidores da MAO como o Deprenyl (selegilina) e com o triptofano.

A fenilalanina é um aminoácido essencial, que através da enzima hidroxilase é transformado em tirosina. Nesta reação a vitamina C e o ácido fólico tem papel fundamental ativando a enzima hidroxilase.. A fenilalanina se transforma nos neurotransmissores adrenalina, noradrenalina e dopamina. Atravessa a barreira hemato-encefálica e compete com o triptofano e a tirosina.

O Ácido glutâmico é um aminoácido não essencial que pode ser sintetizado pela Ornitina, Arginina e Alfa-ceto-Glutâmico.

1.       glutation peroxidase - selênio dependente, catalisa os peróxidos.

2.       glutation redutase – vitamina B2- dependente. Sintetiza a forma ativa do glutation.

O ácido glutâmico estimula a imunidade, age como anti-hemolítico e auxilia na eliminação de metais pesados, como: o chumbo, o mercúrio, o cádmio e organo fosfatados. Indicado nos distúrbios da memória. Dosagem: 50 a 100 mg/dia.

 

A arginina é um aminoácido essencial que atua como formador de massa muscular, visto que é um poderoso liberador de hormônios de crescimento GH.

Os alimentos ricos em arginina são: o chocolate, a gelatina, as nozes, as amêndoas, as avelãs, a castanha de cajú.

Indicado com hepatoprotetor e antihipertensivo.

Dosagem: 100 a 500 mg 3 vezes/dia.

Ver papel do óxido nítrico.

L-acetil carnitina – é a forma ativa do aminoácido carnitina. A L-carnitina é importante transportador de ácidos graxos para a sua oxidação biológica na mitocôndria. Este processo, conhecido como beta-oxidação, é fundamental para o catabolismo das gorduras e para o fornecimento de grupos acetil via acetil Co A. A forma acetil L-carnitina tem se mostrada a mais adequada para a penetração na célula levando grupamentos acetila para o citoplasma e, regenerando a acetil Co A. Pelo exposto, vemos que a L-acetil carnitina atua aumentando a liberação e a síntese de acetilcolina. Dosagem: 500 mg 2 vezes/dia.

 

SAME (S-adenosil metionina) – o SAME é um produto natural proveniente da reação bioquímica entre a metionina e o ATP, catalizada pela metionina S adenosiltransferase. No fígado metade da metionina corporal é convertida em SAME, cuja ação principal e fornecer radical metila para síntese de neurotransmissores, melatonina ADN, proteínas e, foslípides inclusive a fosfatidilcolina.

Distúrbios envolvidos nos processos bioquímicos de metilação são responsáveis por depressão, demência, mielopatia e neuropatia periféricas, além de outras desordens neurológicas.

O SAME é o fornecedor do grupamento metila para a enzima acetiladora que converte a serotonina em melatonina. Esta reação obedece o ritmo circadiano, onde ocorre síntese de SAME durante o dia e Melatonina à noite. A síntese diária do SAME está na dependência do ácido fólico e da vitamina B12.

Por transsulfuração o SAME é metabolisado à cisteína, taurina e glutation, e com a arginina catalizam a síntese de polianinas essenciais para o crescimento e diferenciação das células neurais, como: espermina, espermidina e putrescina.

GINKGO BILOBA

O extrato de folhas da ginkgo biloba é usado para aumentar a performance cerebral. Aumenta a circulação sanguínea em vasos cerebrais e seus efeitos são atribuídos a melhorar a memória, o senso critico e o estado de alerta. Adicionalmente a suas outras propriedades, o ginkgo é também um antioxidante e ajuda o cérebro a produzir seu próprio combustível, o ATP.

A dose sugerida é de 80 a 160 mg de extrato de ginkgo que contenha 24% de ingredientes ativos em flavonóides, em 3 tomadas.

Os efeitos apresentam-se após duas ou três semanas de uso contínuo, mas às vezes, pode durar até dois meses.

GINSENG

Tem sido utilizado para tratar fadiga, pressão sanguínea anormal, insônia e câncer. Stress e fadiga são seus principais motivos de uso. Sua ação se dá por regular o nível de açúcar no sangue e as batidas do coração, aumentando o fluxo sanguíneo e melhorando o metabolismo.

As doses variam entre 500 a 4000 mg por dia, divididos em várias tomadas . Seus efeitos são percebidos após 2 meses de uso contínuo. Pessoas hipertensas devem iniciar com doses mais baixas.

VINPOCETINA

A vinpocetina é composta por um alcalóide (vincamina) extraído da Vinca minor. Este fitoterápico é um poderoso agente estimulante da memória. Promove o aumento do metabolismo cerebral por implementar a utilização da glicose e do oxigênio pelos tecidos cerebrais. Eleva a tolerância à hipóxia e aumenta o turnover da norepinefrina e da serotonina. Tem importante ação no sistema da microcirculação cerebral por inibir a captação da adenosina dos eritrócitos e a agregação plaquetária.

Dosagem: 20 a 30 mg 2 vezes/dia.

Referência:

1. Hindmarch I, Fucks MH, Eerzigkeit H – Efficacy and tolrance of vinpocetine in ambulant patients suffering from mild moderate organic psychosyndromes – Clinical trial randomized controlled trial. Inst. Clin. Psychopharmacol 6(1):31-43,1991.

2. Nicholson CD – Pharmacology of nootropics and metabolically active compounds in relation to their use in dementia. J Clin Psyco Phamacology 147-59,1990.

3. Rozenthar M, Engelhart E, Lask J – Memória: Aspectos funcionais. Rev. Bras. Neurol 31(3):157-160,1995.

4. Morrison LD, Smith DD, Kisk SJ – Brain – S-adenosyl methionine levels are severely decreased in Alzheimer’s disease. J Neurochem. 76:1328-1331,1996.

5. Bottiglieri T, Hyland K, Reynolds EM – The clinical potencial od adenometionine (S-adenosylmethionine) in nevrological disordeas. Drugs 48(2):137-152,1994.

6. Cipolli C, Chiari G – Effects of L-acetyl carnitine on mental deterioration in the aged: initial results. Clin. Ter. 132:479-510,1990.