Anti-oxidantes – Inúmeras patologias causam liberação de radicais livres e as substâncias
anti-oxidantes ocupam papel de destaque para este controle, independente do
tratamento específico.
Anti-Oxidante
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Betacaroteno |
10.000 UI |
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Tocoferol (Vita E) |
200 UI |
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Zinco quelato |
10 mg |
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Tiamina (Vita B1) |
20 mg |
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Riboflavina (Vita B2) |
10 mg |
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Piridoxina (Vita B6) |
20 mg |
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Cobalamina (Vita B12) |
50 mcg |
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Cobre quelato |
500 mcg |
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Manganês quelato |
5 mg |
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Molibdênio quelato |
100 mcg |
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Selênio quelato |
50 mcg |
Tomar 1 cápsula no almoço
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Ac. Ascórbico (Vita C) |
500 mg |
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Tomar 1 cápsula no almoço e no jantar
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Artrite reumatóide – Tem sido verificado que os
paciente com artrite reumatóide tem taxas de ácido pantotênico menores que na
população geral, sugerindo que a reposição deste auxilia no tratamento. O ácido
pantotênico (vitamina B5) participa fundamentalmente na síntese de ácidos
graxos, colesterol e esteróides, por este motivo tem efeito terapêutico na
alergia, artrite, psoríase, asma e efeitos tóxicos de antibióticos e radiação.
Ralli
e – Relation of panthotenic acid to adrenal cortical function. Vit Horm
11:133-158,1953.
Apesar de
não estar definitivamente comprovado a utilização de Boro de forma continuada
em pacientes portadores de artrite reumatóide parece beneficiá-los.
O selênio por sua ação antiinflamatória é um elemento indispensável no
tratamento ortomolecular das doenças como a artrite reumatóide. Outro íon é o
Zinco que administrado até 150 miligramas por dia auxilia nos casos que
necessita de rápida cicatrização. Vale lembrar que a dose ideal de zinco deve
manter a relação de 10/1 com o íon cobre, ou seja. 10 partes de zinco para uma
de cobre.
Estudos realizados
na Inglaterra sugerem que a cisteína, associada ao ácido pantotênico, poderia
ser útil no controle da artrite reumatóide.
ZO
utilização 1,4 g/dia de ácido gama-linolênico existente no
óleo da semente de borragem tem se mostrado eficaz na redução dos sinais e
sintomas da atividade da moléstia em pacientes com artrite reumatóide.
Levental LJ, Boyce EG, Zurier
RB – Treatment of rheumatoid arthritis with gammalinolenic acid. Ann Intern Med
119(9):867-873,1993.
Levental LJ, Boyce EG, Zurier
RB – Treatmente of rheumatoid arthritis with blackcurrant seed oil. Br J Rheumatol 33(9):847-852,1994
Newnham RE. Essentiality of boron
for healthy bones and joints. Environ Health Perspect 102(7):65-72,1994.
O colcichium (alçafrão do
prado) rico em colchicina é o fitoterápico indicado no tratamento da artrite
reumatóide, assim como da gota úrica.
ARTRITE
REUMATÓIDE
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Óleo
de prímula |
500
mg |
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Tomar 1 cápsula
no almoço e no jantar
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Zinco
quelato |
10
mg |
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Niacina (Vita B3) |
5 mg |
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Ác. Pantotênico (Vita B5) |
10
mg |
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Piridoxina
(Vita B6) |
75
mg |
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Biotina (Vita H) |
50
mg |
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Magnésio
quelato |
50
mg |
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100
mg |
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500
mg |
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Tomar 1 cápsula
no almoço e no jantar
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Ac.
Ascórbico (Vita C) |
500
mg |
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Tomar 1 cápsula
no almoço e no jantar
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Histidina - A histidina é um aminoácido não
essencial, que sofre descarboxilação, formando Histamina, que tem ação
vasodilatadora potente.
Pode ser utilizado no tratamento
artrite reumatóide 1g/dia , devido sua ação anti-inflamatória.
Obs. usar zinco-Histidina na prescrição reumática.
- Pinals RS, Harris ED,
Burnett JB, Gerber DA – Treatment of rheumatoid arthritis with L-histidine: a
randomized placebo controlled, double-blind trial. J Rheumatol 4(4):414-419,1977.
Artrite Psoriática - A artrite
psoriática é uma artrite inflamatória, geralmente soronegativa para o fator
reumatóide, associada a psoríase cutânea. Não costuma ter predomínio de sexo, a
não ser em subtipos específicos (predomínio do sexo feminino na forma
poliarticular simétrica e do sexo masculino na forma espondilítica). Inicia‑se
freqüentemente entre a terceira e quinta décadas de vida.
Quadro
Clínico - Na artrite psoriática, a lesão cutânea costuma preceder o quadro
articular em 75% dos casos, havendo início simultâneo em 10% dos pacientes; nos
restantes 15%, a artrite precede a psoríase cutânea. Não costuma haver
correlação entre o tipo ou a gravidade da lesão cutânea e a presença, tipo ou
extensão do quadro articular.
Tratamento : Os antiinflamatórios não‑hormonais são
utilizados de rotina no tratamento da artrite psoriática, com evidente melhora
da dor articular e sem provocar exacerbação das lesões cutâneas, mas não afetam
a evolução da doença. Quanto aos corticosteróides, embora concorram para
melhoria da dor e inflamação articular, estão associados à exacerbação da lesão
cutânea no processo de retirada da droga. Ver mais.
Asma brônquica – Estudos
tem revelado que a utilização de vitamina C diminui a hiperreatividade das vias
aéreas respiratórias quando expostas a agentes alergenos, sendo portanto
indicada no tratamento da asma brônquica.
O ácido pantotênico (vitamina B5) participa fundamentalmente na síntese
de ácidos graxos, colesterol e esteróides, por este motivo tem efeito
terapêutico na alergia, artrite, psoríase, asma e efeitos tóxicos de
antibióticos e radiação.
Ralli e – Relation of panthotenic acid to adrenal cortical function. Vit Horm 11:133-158,1953.
ASMA Alérgica
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Niacinamida |
100 mg |
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Niacina |
10
mg |
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Pantotenato
de Cálcio |
200
mg |
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Tiamina
(Vita B1) |
500
mcg |
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Riboflavina
(Vita B2) |
10
mg |
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Piridoxina
(Vita B6) |
50
mg |
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Ascorbato
de Magnésio |
200
mg |
Tomar 1 cápsula
no almoço
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Convulsões – Tem sido observado que a deficiência da vitamina
B6 (Piridoxina) pode causar convulsões e neuropatias periféricas. O DMAE (
Dimetil-aminoetanol) é formalmente contra-indicado na epilepsia.
Cefaléia - Formula biomolecular.
Demência
Senil – Tem sido
observado que pacientes portadores de tireoidiopatias com alterações
neuropsíquicas semelhantes à demência senil apresentam deficiência de vitamina
B12, e quando esta vitamina e reposta desaparecem os sintomas. Considerando que
na demência senil ocorre acentuada perda de neurônios e, de receptores NMDA
(N-Metil D-Aspartato) na região cerebral responsável pela função cognitiva e de
memória (área do hipocampo), e que a L-carnitina atua como importante
transportador de ácidos graxos utilizados na biossíntese de neurotransmissores,
atenuando estas perdas, o emprego da L-acetil-carnitina na dose de 500mg 2 a 3
vezes/dia é de extrema importância.
Discinesia
tardia – A
discinesia tardia é uma enfermidade conseqüente ao uso prolongado de drogas
neurolépticas, como os tranqüilizantes maiores. O emprego de vitamina E na
dosagem de 400 a 1000 UiI diária mostrou-se capaz de reduzir em 43% os
movimentos involuntários apresentados por estes pacientes.
Displasia cervical – A displasia cervical, condição pré-cancerigena para o
câncer de colo uterino, tem sua incidência diminuída nas mulheres que ingerem
vitamina C regularmente.
Estudos dietéticos e análises
nutricionais de mulheres portadoras de displasia cervical mostraram que existia
deficiência de beta-caroteno e ácido ascórbico, em suas dietas.
O feito protetor do ácido fólico sobre as
células cervicais com lesões pré-cancerosas tem sido demonstrado através de
vários trabalhos desde década de 70.
Ref. Romney SL, Palan PR, Basu J,
Mikahail M – Nutrient antioxidants in the pathogenesis and prevention of
cervical dysplasias and cancer. J-Cell-Biochen –Suppl.1995:23:96-103.
Olszever E – Tratado de Medicina Ortomolecular Ed Nova Linha 1997. p.66.
Vitamina B6 (piridoxina)– 10 a 600 mg/dia
Vitamina E – 200 a 400 UI/dia
Distúrbios da memória – Os distúrbios da memória ocorrem isoladamente ou como sintomas da demência senil, doença de Parkinson e doença de Alzheimer.
No tratamento das deficiências de memória, podemos utilizar
as chamadas Smart-drugs ou Nutrientes inteligentes, estes nutrientes e
medicamentos visam aumentar a capacidade de concentração, melhorar a
memorização e tornar as pessoas mais animadas. As alterações físico-químicas
resultantes da ação das “Smart-drugs” parecem facilitar o estímulo dos sistemas
colinérgicos e dopaminérgicos centrais a nível hipocampal.
Contudo devemos lembrar, que
para a ação adequada dos fármacos é imprescindível que os neurônios estejam
saudáveis, recebendo suprimento adequado de oxigênio, glicose e nutrientes, ou
seja, que suas estruturas estejam preservadas e livres da ação dos radicais
livres. Ver mais
Doença de
Alzheimer – Os
pacientes portadores de Mal de Alzheimer apresentam pronunciada deficiência da
vitamina B1 (tiamina), vitamina importante no metabolismo dos carbohidratos, a
maior fonte energética para as células, atuando na fase de conversão do
piruvato à acetil CoA. Tem sido observado que os níveis de acetilcolina são
extremamente baixos no Mal de Alzheimer. No sentido de melhorarmos os níveis de
acetilcolina podemos utilizar o DMAE e a L-acetil carnitina.Ver mais
Francischi MLP, Salgado JM, Costa CP –
Immunological analysis of serum for buckwheat fed celiac patients. Plant Foods
for human nutrition, 46(3):207-211,1994.
Doença de Parkinson – A doença de Parkinson comumente
é tratada com L-dopa por via oral. Se nos administrarmos conjuntamente a
vitamina B6 (Cloridrato de piridoxina) esta inativará a L-dopa por comprometer
seu metabolismo a nível intestinal, perdendo sua eficácia.
Tem sido observado que o íon manganês, um potente antioxidante,
encontra-se extremamente elevado produzindo um efeito adverso de ser
pró-oxidante. Este fato explica os efeitos tóxicos do excesso de manganês dando
fenômenos extrapiramidais Parkinson símile.
No controle da Doença de Parkinson estudos tem demonstrado que a utilização de 10 gramas de leucina por dia produz um bom resultado na fase inicial do tratamento, porém estudo a longo prazo se faz necessário. A vitamina E, também, parece ter papel positivo no controle da Doença de Parkinson.
1.
Lemoine P, Robelin N, Sebert P, Mouret J. – L-tyrosine: A long-term
treatment of Parkinson’s disease. CR Acad Sci[III] 309(2):43-47,1989.
2. Coppen A, Metcalfe
M, Carroll JD, Morris JG – Levodopa and L-tryptophan therapy in Parkinsonism. Lancet 1(752):654-657,1972.
Enfisema
pulmonar – Experimentalmente tem sido
demonstrado que a deficiência de cobre produz enfisema pulmonar em animais. A
explicação para este fato é necessidade
da celuloplasmina (enzima cobre dependente) para manter a alfa-1-antitripsina
que é uma enzima que serve como protetora da lesão isquêmica pulmonar, como nos
tabagistas crônicos. Ou seja, a celuloplasmina atua como um bombeiro para
extinguir o fogo, agindo como um antioxidante de emergência.
Esclerose
lateral amiotrófica – Descrita
por Charcot, afeta com maior freqüência o adulto entre 45 e 50 anos, particularmente
do sexo masculino. Sua etiologia é desconhecida, de evolução rápida e fatal.
Seus sintomas se associam à síndrome neurogênica periférica - uma síndrome
piramidal. Não há tratamento específico, ocorrendo a morte por alterações
bulbares num período de dois a três anos.
Os estudos anatomopatológicos
mostram um desaparecimento progressivo dos neurônios motores periféricos. A
maior parte das alterações se situa a nível de medula cervical ou do bulbo,
afetando também os motoneurônios dos nervos cranianos (XII, XI e X),
degeneração das Vias Piramidais Diretas e Cruzadas ao nível dos pedúnculos
cerebrais e no braço posterior da cápsula interna.
Clinicamente observamos a atrofia muscular
progressiva. Afetada a medula cervical, a atrofia se inicia pela extremidade
distal dos membros superiores e segue evolução ascendente. Esta atrofia
determina a diminuição da força muscular. A mão se deforma ficando parecida com
as mãos dos macacos “simiesca”.
Acontecimento progressivo dos músculos inervados pelos nervos cranianos.
A língua é a primeira a ser atingida, seguida pelo véu do palato, laringe,
faringe, músculos peribucais e mastigadores. Paralisia labio-glossofaríngea.
Nas zonas atingidas os reflexos ósteo-tendinosos estão presentes hipertônicos,
exacerbados.
A forma amiotrófica é a mais comum
de ínicio braquial. A síndrome piramidal é mais discreta. Na forma bulbar, que
ocorre em 28% dos casos, temos a paralisia lábio-glossofaríngea progressiva,
síndrome pseudo-bulbar - riso e choro espamódico. O acometimento secundário da
musculatura dos membros superiores, e eventualmente, do tronco e dos membros
inferiores é bastante freqüente. A forma pseudopolineurítica, ocorre em 16% dos
casos, caracteriza-se por déficit distal dos membros inferiores, seguido por
uma abolição dos reflexos aquíleos.
Susgestão de formulação:
1 - Zinco Histidina 60 MG 2x dia
2 - L-Carnitina 1000 MG 2x
dia
3 - L-Leucina 500 MG 2x dia
4 - L-Isoleucina 500 MG 2x dia
5 - L-Valina 500 MG 2x dia
6 - Coenzima Q10 60 MG 2x dia
Obs.
-Evitar glúten - Síndrome Cerebelar Progressiva
Estudos
tem demonstrado que a utilização de vitamina E auxilia no controle desta grave
doença.
Verificou-se que a valina, aa essencial, está
em nível muito baixo no líquido cérebro espinal e no sangue dos pacientes
portadores de esclerose lateral amiotrófica,
e sua utilização na dieta parece melhorar o prognóstico. Outro estudo
verificou que o glutamato esta em níveis altos e com grande atividade tóxica no
cérebro destes pacientes e que os aa leucina e isoleucina por promover a
divisão enzimática deste, é útil para reduzir sua taxa.
Estes estudos permitem sugerir a utilização
de combinações de valina, leucina e isoleucina para o tratamento da esclerose
múltipla.
Esclerose
múltipla – A esclerose múltipla é uma doença
caracterizada por demielinização da substância branca do sistema nervoso
central, que acomete de forma lenta e progressiva principalmente as mulheres
entre os 20 e 40 anos. No inicio os sintomas assemelham-se a outros processo
neurológicos, o que acaba atrasando o diagnóstico. O acometimento das vias
piramidais acaba por exibir déficit motor distal, hipertonia muscular, sensação
de fraqueza, fadiga, movimentos lentos e rígidos, parestesias, visão
turva, perda gradual do tato, e nas fases finais cegueira e convulsões. Tem
sido observado que existe uma redução da atividade do Glutation nos eritrócitos
e leucócitos destes pacientes, o que explica uma intensa peroxidação lipídica
deixando a bainha de mielina exposta ao ataque de radicais livres.
Do ponto
de vista biomolecular o tratamento visa diminuir a agressividade contra as
membranas lipoproteicas, diminuindo a peroxidação lípidica e restaurando as
estruturas lesadas.
O emprego
da vitamina E tem se mostrado bastante útil no controle desta doença.
Visão turva – Os sintomas
da esclerose múltipla aumentam e diminuem no decorrer das 24 horas do dia. Este
fenômeno parece estar ligado as variações circadianas da temperatura corporal,
que alteram a condutibilidade axonal. Tem sido observado que a visão turva
melhora no período noturno em decorrência da melatonina que atua reduzindo a
temperatura corporal. Estudo tem demonstrado que a utilização de 3 mg de
metionina via oral resulta em sensível melhora da acuidade visual nestes
pacientes. Sandyk R – Diurnal variations in vision and relations to circadian
melatonin secretion im multiple sclerosis. Int J Neurosci 83:1-6,1995.
Estudo bioquímicos sugerem que o SAME tem papel neste sintoma. SAME (S-adenosil metionina) é um produto natural proveniente da reação bioquímica entre a metionina e o ATP, catalizada pela metionina S adenosiltransferase. No fígado metade da metionina corporal é convertida em SAME, cuja ação principal e fornecer radical metila para síntese de neurotransmissores, melatonina, ADN, proteínas e, foslípides inclusive a fosfatidilcolina.
Distúrbios envolvidos nos processos
bioquímicos de metilação são responsáveis por depressão, demência, mielopatia e
neuropatia periféricas, além de outras desordens neurológicas como a esclerose
múltipla.
O
SAME é o fornecedor do grupamento metila para a enzima acetiladora que converte
a serotonina em melatonina. Esta reação obedece o ritmo circadiano, onde ocorre
síntese de SAME durante o dia e Melatonina à noite. A síntese diária do SAME
está na dependência do ácido fólico e da vitamina B12.
Espondilite anquilosante - A
Espondilite Anquilosante (EM) é uma doença inflamatória crônica que acomete
preferencialmente o esqueleto axial, evoluindo para limitação funcional
progressiva e anquilose da coluna vertebral. Tem início da segunda a quarta
década da vida, preferencialmente do sexo masculino, da raça caucasóide. A forma
juvenil, que se inicia antes dos 16 anos de idade, costuma cursar inicialmente
com artrite periférica (predominante em grandes articulações de membros
inferiores) e entesopatias periféricas (notadamente em inserção de tendão
aquilino e fáscia plantar), evoluindo somente após alguns anos com lombalgia de
ritmo inflamatório; costuma ter curso evolutivo mais agressivo, necessitando
com maior freqüência de próteses de quadril. A EA que se inicia no adulto entre
17 e 45 anos de idade costuma ter como primeiro sintoma à característica
lombalgia de ritmo inflamatório, com predomínio de sintomas axiais. A EA é mais
freqüente no sexo masculino, numa proporção de 5:1. O predomínio da doença em
homens jovens (a partir da fase de maturidade sexual) suscita questões sobre a
importância dos hormônios sexuais na gênese da EA. A freqüente associação com o
antígeno de histocompatibilidade HLA‑B 27 faz com que a EA seja mais
comum em populações caucasóides, onde sua prevalência pode chegar de 0,1 a 0,2%
da população. Por sua vez, a positividade do HLA‑B 27 nos pacientes
espondilíticos pode variar de 80 a 98%.
Quadro Clínico - O sintoma
inicial mais característico do paciente espondilítico costuma ser a dor lombar baixa
de ritmo inflamatório, que melhora como movimento e piora com o repouso,
apresentando rigidez matinal prolongada. Por vezes, o paciente também refere
dor de ritmo inflamatório nas nádegas e face posterior da raiz da coxa,
suscitando diagnóstico diferencial com dor ciática. A evolução costuma ser
ascendente, acometendo posterior e progressivamente as colunas dorsal e
cervical. No início do quadro, predomina a dor axial intensa; na evolução,
também aparecem o espasmo muscular paravertebral e as limitações funcionais,
que contribuem para o desenvolvimento ela, "postura ele esquiador",
caracterizada pela retificação da coluna lombar, acentuação da cifose dorsal e
retificação da coluna cervical projetada para frente. No exame físico do
paciente espondilítico podem ser observadas inúmeras alterações. Na coluna
lombar, a inspeção revela retificação e a palpação mostra espasmo muscular
paravertebral. Na coluna dorsal, a inspeção revela acentuação da cifose e a
palpação mostra espasmo muscular paravertebral. Com relação ao acometimento
articular periférico, é característica a presença de oligoartrite (predominando em grandes articulações, principal mente de membros inferiores).
Quanto às manifestações extra‑articulares, a mais freqüente é a
uveíte anterior, aguda, unilateral, recorrente, que pode ser observada em até
25% dos pacientes num seguimento prolongado, estando associada ao HLA‑B
27 positivo, raramente cursando com seqüelas. Quanto às manifestações
cardíacas, também associadas ao HLA‑B 27 positivo, pode ocorrer aortíte e
arritmia cardíaca, bloqueio cardíaco, requerendo marcapasso. As alterações pulmonares são caracterizadas por um
distúrbio da função pulmonar (defeito ventilatório restritivo leve, em
pacientes com acentuada limitação do diâmetro respiratório, devido à restrição
da caixa torácica) e por uma fibrose pulmonar apical (presente em 1 a 2% dos
pacientes). Quanto às manifestações renais, destacam‑se a nefropatia por
IgA (hematúria e proteinúria geralmente leves, com biópsia renal revelando
depósitos mesangiais de lgA) e a amiloidose secundária (pode acometer até 5 a
10% dos pacientes espondilíticos num seguimento prolongado, evoluindo com
insuficiência renal, causa freqüente de óbito na EA); tio paciente
espondilítico com hematúria, convém pensar‑se em nefropatia intersticial
por antiinflamatório não‑hormonal ou litíase renal antes de se partir
para uma investigação renal mais agressiva. As manifestações neurológicas,
bastante raras, são caracterizadas pela subluxação atlantoaxial, síndrome da
cauda eqüina ou fraturas vertebrais traumáticas.
A radiografia simples de bacia
é indispensável na EA porque a sacroileíte radiológica é critério obrigatório
para o diagnóstico da doença. O acometimento da articulação sacrilíaca, na
avaliação radiológica, pode ser subdividido em: grau zero = normal; grau 1 =
sacroileíte suspeita ou duvidosa; grau 2 = esclerose óssea de sacro e de
ilíaco, irregularidade de contornos articulares e erosões ósseas; grau 3 =
alterações verificadas no grau 2, associadas ao pseudoalargamento articular;
grau 4 = anquilose total (fusão ela articulação). Em alguns pacientes com
doença bastante insidiosa, pode demorar até mais de três anos para o
aparecimento de uma sacroileite radiológica.
Exames Laboratoriais: O
laboratório na EA resume‑se à elevação das provas de atividade
inflamatória inespecíficas (velocidade de hemossedimentação, mucoproteínas,
proteína C reativa), associadas à atividade da doença. A pesquisa do fator
reumatóide e do fator antinuclear revela‑se negativa (daí o nome soronegativa).
A presença do HLA‑B 27 restringe‑se ao aconselhamento genético
familiar (a agregação familiar na EA é, em média, de 10% nos pacientes H LA‑B
27 positivos). É importante salientar que a ausência do HLA-B 27 não exclui o
diagnóstico de EA, já que até 20% dos pacientes espondilíticos caucasóides são
HLA‑B 27 negativos. Para a confirmação do diagnóstico de EA, pode‑se
utilizar os critérios de Nova York modificados, que combinam critérios clínicos
e radiológicos. Os critérios clínicos são: 1) dor lombar de mais de três meses
de duração, que melhora com o exercício e não é aliviada pelo repouso; 2)
limitação da coluna lombar nos planos frontal e sagital; 3) expansibilidade
torácica diminuída (corrigida para idade e sexo). Os critérios radiológicos são:
1) sacroileite bilateral, grau 2, 3 ou 4; 2) sacroileite unilateral, grau 3 ou
4. Para o diagnóstico de EA é necessária a presença de um critério clínico e um
critério radiológico.
O tratamento da EA, na maioria dos casos, é constituído por
antiinflamatórios, miorelaxantes e fisioterapia. Devido à intensa reação
inflamatória da doença, o antiflamatório não‑hormonal mais utilizado na
EA é a indometacina, na dose de 50 a 150 mg/dia; outros AINH também utilizados
são o dicioferraco sódico (100 a 200 mg/dia), o naproxeno (500 a 1.500 mg/dia),
o piroxicam (20 a 40 mg/dia) e o aceclofenaco (100 a 200 mg/dia). O paciente
espondilítico apresenta geralmente um intenso espasmo muscular paravertebral,
necessitando do uso de relaxantes musculares diversos. Além do tratamento
medicamentoso, a fisioterapia, notadamente tias modalidades da hidroterapia e
da cinesioterapia, auxilia de maneira importante no controle da dor e do
espasmo muscular.
Fibromialgia – A fibromialgia se
caracteriza por dores musculares difusas sem localização precisa, astenía,
adinamia, apatia, com incidência maior em mulheres entre a adolescência até o
climatério. Entre as causas incluem: virais, fúngicas, estresse, disbiose etc,
e, principalmente, as alterações mitocondriais. Pacientes com fibromialgia
apresentam elevação de enzimas e metabólitos relacionados a ativação da glicose
anaeróbica extra-mitocondrial como: piruvato, lactato e ativação enzimática da
gliceraldeído-fosfato-desidrogenase. Junto ao aumento de lactato e piruvato
encontra-se depressão do magnésio intracelular, que entra na célula catalisada
por enzima que requer ATP. Outras pesquisas indicam que estaria relacionado com
lesão na glicose por falha da tiamina, em ativar sua coenzima, a
tiamina-pírofosfato.
Hiperprolactinemia - O vitex agnus
castus tem efeito progestogênico no seu
sítio primário de ação, o lobo anterior da hipófise. Age no eixo
hipofisário-hipotalâmico aumentando a produção de LH (hormônio luteinizante) e
inibindo a liberação de FSH (hormônio folículo estimulante). Esta ação
antiestrogênica resulta no maior equilíbrio entre estrogênio e progesterona.
Possui efeito corpo lúteo
mimético, sendo capaz de modular e aumentar os níveis de progesterona. Também
modula a secreção de prolactina através da glândula hipófise, sendo utilizado
para o tratamento de prolactinemia leve.
Não deve ser utilizado nas
gestantes.
Por sua ação no sistema hipotálamo
e hipófise pode interferir nas terapias hormonais.
Dosagem: 40 mg/dia.
Lesão por radioterapia – A
radioterapia produz destruição celular cujos produtos atraem macrófagos e
polimorfonucleares neutrófilos com capacidade fagocitária que, ao serem
ativados, geram radicais livres como o superóxido. Dependendo do tumor a ser
irradiado, há efeitos colaterais agudos sobre o intestino, bexiga e uretra. O
emprego de Superóxido dismutase na dose de 4 a 8 mg por via intramuscular, 15 a
30 minutos após a sessão de radioterapia, reduz a incidência de proctite aguda,
diarréias e cistite.
Klimberg VS, Souba WW, Dolson DJ, Salloum RM, Hautamaki RD et al –
Prophylactic glutamine protects the intestinal mucosa from radiation injury.
Cancer 66(1):62-68,1990.
Klimberg VS, Salloum
RM, Kasper M, Plumley DA, Dolson DJ, Hautamaki RD, et al – Oral glutamine accelerates
healing of the small intestine and improves outcome after whole abdominal
radiation. Arch Surg 125(8):1040-1045,1990.
Lomaestro BM, Malone
M – Glutathione in health and disease: Phamaocotherapeutic issues. Ann
Pharmacother 29(12):1263-1273,1995.
Leucoplacas – As leucoplacas, lesões
pré-malignas das mucosas, podem regredir até a cura nos pacientes em uso de
vitamina A, ou beta-caroteno, ou associação destes.
Neoplasia
colo-retal – Assim
como na neoplasia de próstata tem sido constatado alta incidência de neoplasia
colo-retal em indivíduos com baixas concentrações de selênio no organismo.
Sobre tudo naqueles em também ocorre baixos níveis de vitamina A e E. A partir
deste fato nos podemos sugerir que suprindo suas deficiências estaremos
prevenindo esta patologia.
Estudo rescente sugerem que a utilização de vitamina D protege as
pessoas com risco de neoplasia colo-retal.
Babbs
CF – Free radicais and the aetiology of colon cancer. Free Rad. Biol. Med.
8:191-200,1990.
Alberts
DS – Effects of dietary wheart bran fiber on rectal epithelial cell
proliferation in patients with resection for colorectal cancers. J Nat Can Inst
82:1280-1285,1990.
Neoplasia
colo-uterino – O ácido
fólico tem potente efeito protetor sobre as células cervicais, regredindo as
pré-cancerosas. Tem sido observado que a administração de cálcio previne o
câncer de colo-uterino.
O germânio é um elemento que
possui a capacidade de aumentar as defesas imunológicas, podendo ser inidicado
no tratamento de neoplasias.
Ohigashi H – Na approach to functional foods. Cancer preventive. Potential of vegetable and fruits ans their active constituents. Nutrition Reviews. 54(11):525-528,1996.
Neoplasia
esôfago – Estudo
realizados na Finlândia e na China determinaram que os indivíduos que moram em
locais onde ocorrem baixos níveis de selênio estão mais propensos a adquirir
neoplasias do trato gastro-intestinal, que a população geral. Os chineses
também verificaram a existência de uma estreita relação entre a deficiência de
molibdênio na região e a alta incidência de neoplasia de esôfago. Outros
estudos demonstraram que também a deficiência de riboflavina (vitamina B2), que
ocorre em algumas regiões do mundo, pode ser responsável pela alta incidência
de neoplasia do esôfago e que sua suplementação reduziria o número de células
pré-cancerosas no epitélio esofágico.
Neoplasia
estomago – Ref. Ocké MC, Kromhout D, Menotti A et al Int J Cancer
61(4):480-484,1995.
Neoplasia
mamária – Estudo
recente sugerem que a utilização de vitamina D e E protege as pessoas com risco
de neoplasia mamária. A suplementação de selênio, nos casos em que ocorre sua
deficiência, tem sido considerada com extrema relevância para a prevenção desta
temida e freqüente doença.
Estudo
grego associou a utilização de azeite de oliva e baixa incidência de neoplasia
mamária, por ser este rico em carotenóides, vitamina C, ácido fólico e
fitoquímicas. Este estudo utilizou-se de amostra de 820 mulheres que utilizarão
frutas e verduras regularmente.
Trichopoulou A, et al – J Natl Cancer Inst 87(2):110-116,1995.
A melatonina desempenha importante papel no controle do carcinoma
mamário. Estudo de cultura de células de adenocarcinoma mamário quando tratada
com melatonina e que apresentavam receptores estrogênicos, observaram que estas
tiveram uma redução no crescimento de 50%. Possivelmente em decorrência do
efeito supressivo exercido pela melatonina sobre o estrógeno.
Neoplasia
ovariana – Tem sido demonstrado que
quanto menor o consumo de selênio maior a probabilidade de neoplasia ovariana.
Neoplasia
pulmonar – Tem sido
observado que níveis baixos de vitamina E, assim como de beta-caroteno,
correlaciona-se com aumento do risco de neoplasia pulmonar.
Tem sido demonstrado que as células brônquicas de pacientes com alguns
tipos de neoplasia pulmonar tem baixos teores de ácido fólico.
Menkes MS, et al – “Serun beta-carotene, vitamina A and E. Selenium, and risk of lung cancer. N Engl. J. Med. 315:1250,1986.
Neurites Periféricas - Vitamina B6 (Piridoxina) - A vitamina B6 é
uma das mais importante para o sistema nervoso central, porque é uma coenzima
na transaminação, e descarboxilação de aminoácidos, ajudando o cérebro a
produzir neurotransmissores vitais ao seu funcionamento. As doses recomendadas
são de 50 a 1 00 mg por dia., porém devemos considerar que a forma ativa é o
fosfato de piridoxal, portanto devemos evitar megas dose de piridoxina, devido
a grande dificuldade de conversão em piridoxal, e a parte que não for
convertida pode exercer forte competição com a forma ativa, à nível de
receptores e, clinicamente manifestar-se como neuropatias periféricas.
Pelagra – A pelagra é uma doença causada pela deficiência de
niacina (vitamina B3) que se caracteriza por apresentar Dermatite, Diarréia,
Depressão e Demência. Esta doença ocorre sobre tudo nos desnutridos e
alcoólatras.
Psicose
Maníaco Depressiva – A
associação de vitamina C, com vanádio parece ser bastante útil no tratamento de
pacientes com PMD.
O DMAE (
Dimetil-aminoetanol) é formalmente contra-indicado na PMD, apesar de poder ser
empregado nos quadros depressivos não psicóticos.
Psoríase –
PSORÍASE
|
|
|
Betacaroteno |
5.000
UI |
|
Tocoferol
(Vita E) |
200
UI |
|
Zinco
quelato |
15
mg |
|
Tiamina
(Vita B1) |
25
mg |
|
Piridoxina
(Vita B6) |
25
mg |
|
Cobalamina
(Vita B12) |
500
mcg |
|
Ácido
fólico |
2,5
mg |
|
Cálciferol
(Vita D) |
200
UI |
|
Selênio
complex |
50
mcg |
Tomar 1 cápsula
no almoço e no jantar
|
|
|
|
|
|
Óleo
de prímula |
500
mg |
Tomar 1 cápsula
de manhã e no jantar
|
|
Ácido fólico – O índice
de Xantina Oxidase epidermal é muito alto na psoríase, e o ácido fólico
(dosagem 2,5 mg 2x/dia) tem demonstrado ser um dos mais eficientes inibidores dessa
enzima geradora de radiais livres.
vitamina A
- A utilização da vitamina A no controle da psoríase tem sido
muito animadora, porém o tratamento deve ser feito de forma contínua, pois logo
após a suspensão desta vitamina os sintomas reaparecem. A vitamina A inibe a
formação de poliaminas (putrescina, espermina, espermidina), via de inibição da
enzima ornitina descarboxilase. As poliaminas estão aumentadas na psoríase
vitamina D - Estudos feitos na Universidade de Boston utilizando-se a vitamina D e o
banho de sol permitiram afirmar que pacientes portadores de psoríase tiveram
grande benefício no controle de sua doença. Contudo, deve-se lembrar que a luz
solar, por si mesma é condição indispensável para o tratamento da psoríase.
vitamina B5 - O ácido pantotênico (vitamina B5) participa fundamentalmente na síntese
de ácidos graxos, colesterol e esteróides, por este motivo tem efeito
terapêutico na alergia, artrite, psoríase, asma e efeitos tóxicos de
antibióticos e radiação.
Ralli e – Relation of panthotenic acid to adrenal cortical function. Vit Horm 11:133-158,1953.
cisteína - A cisteína tem sido empregada no tratamento da
psoríase, devendo ser utilizada na forma acetilda (N-acetilcisteina), forma
melhor absorvida e que se transforma mais facilmente em glutation.
Síndrome da fadiga crônica - A Síndrome de fadiga
crônica (SFC) é uma enfermidade debilitante que afeta tanto os adultos, como as
crianças. A enfermidade também é conhecida como Síndrome de deficiência orgânica
imune e fadiga crônica (CFIDS) ou encefalomielite miálgica. Apesar de não haver
nenhuma causa conhecida da enfermidade existem algumas estratégias de
tratamento estão disponíveis aliviar sintomas. A Fadiga crônica é só um sintoma
da síndrome, da mesma maneira que sede crônica pode ser um sintoma de diabete
não controlado. Porém, SFC difere do sentimento mais típico de fadiga; é uma
doença debilitante que interfere com a habilidade de uma pessoa para participar
na atividade de vida diária, às vezes por longos períodos de tempo. Até mesmo
as tarefas mais simples pode se tornar um obstáculo a superar, e gasto de uma
pequena quantidade de energia pode obrigar a pessoa a repousar-se na cama.
Qualquer um pode adquirir síndrome de fadiga crônica, i.e. crianças,
adolescentes, adultos, idosos, e afeta as pessoas de todos as idades e não tem
nenhuma relação com o social ou econômico. No momento, não há nenhuma etiologia
conhecida, e a SFC é diagnosticada por exclusão das outras enfermidades
conhecida a ciência de moderna, como esclerose múltipla, lupus, certos cânceres,
depressão, SIDA, patologias da tiróide, etc.
Tratamento – O tratamento depende do componente etiológico relacionado com a
síndrome de fadiga crônica, porém alguns nutrientes são basicamente necessários
no protocolo ortomolecular para o tratamento.
Coenzima Q10 ou ubiquinona, toma parte dos ciclos metabólicos do
organismo formadores de energia, e como a síntese de ATP é feito,
primordialmente, a nível da mitocôndria, denota-se a importância da suplementação
da ubiquinona, nestas circunstâncias em doses que variam de 10 a 50 mg 3 vezes
ao dia, por via oral.
L-carnitina é um aminoácido não essencial importante no metabolismo
protéico muscular, seja liso ou estriado, e como o termo fibromialgia inclue o
músculo como componente essencial da síndrome, nutrientes que possam favorecer
a homeostasia muscular têm indicação no tratamento da síndrome de fadiga
crônica. É administrada em doses de 500 mg até três vezes ao dia, por via oral,
de preferência antes das refeições.
Complexos antioxidantes, são de vital importância no tratamento da
síndrome de fadiga crônica, principalmente por estarem relacionados à miopatia
mitocondrial, fonte primária de formação de energia, e evidentemente dos
radicais livres.
A combinação dos antioxidantes dependerá da experiência de cada um,
porém uma combinação de vitaminas lipo e hidrossolúveis, associadas a minerais
que participam como cofatores de enzimas antioxidantes endógenas pode cobrir o
espectro de inibição dos radicais livres.
Referencias
Shafran S: The chronic fatigue syndrome. Am J
Med 90:730-739. 1991.
Komaroff AL. Buchwald D: Symptoms and signs of
chronic fatigue syndrome. Rev. Infect Dis 13(S 1):9S-I2S, 1991.
Krupp LB, Mendelson WB, Friedman R: An overview
of chronic fatigue syndrome. J Clin Psychiatry 52:403-410,1991.
Bell DS: Chronic fatigue
syndrome: Recent advances in diagnosis and treatment. Postgrad
Med 91:245-252,1992.
Urolitíase – RECOMENDAÇÕES BÁSICAS
1- Tomar 2-2,5 litros de líquido por dia.
2- Tomar água do tipo magnesiana ou água alcalinizada.
3- Aumentar a ingestão de fibras e hortaliças.
4- Aumentar a ingestão de carbohidratos complexos e de
alimentos com elevada concentração de magnésio: trigo-sarraceno, soja, aveia,
arroz integral, abacate, banana, lima da pérsia, batata.
5- Restringir a ingestão de gordura.
6- Limitar a ingestão de sódio (pode aumentar a excreção de
cálcio).
7- Evitar a ingestão de alimentos ricos em oxalatos: feijão,
vagem, fava, café instantâneo, salsa, ruibarbo, espinafre, chá preto (que
contém 25mg/100g).
8- Outros alimentos ricos em oxalatos: beterraba, cenoura,
aipo, chocolate, repolho, amendoim, pimenta, batata-doce.
9- Eliminar o açúcar (precipita a formação de cálculo renais
por aumentar a concentração de cálcio urinário).
10- Restringir o consumo de álcool. Seu uso excessivo está
correlacionado com a formação de cálculo renais.
11- Evitar a cafeína e refrigerantes tipo “coca” ( contém
cafeína e ácido fosfórico, que aumentam a excreção de CA e MG).
12- Evitar carbohidratos refinados (açúcar, mel, etc.), que
aumentam a excreção de cálcio.
13- Reduzir a ingestão de proteínas animais (elevada
concentração de purina).
14- Limitar o insumo de cálcio e reduzir drasticamente o uso
de derivados do leite. O leite e os antiácidos em excesso podem formar
cálculos.
15- Não fazer uso do aminoácidos L-Cisteína (pode
cristalizar-se nos rins).
16- Estudar a hipótese de intoxicação por metais pesados:
mercúrio, alumínio, chumbo, urânio, cádmio, fazer mineralograma. Dosar PTH.
CÁLCULO RENAL - PRESCRIÇÃO ORTOMOLECULAR
VITAMINA A - Sua deficiência pode contribuir
para a formação de cálculo renais (metaplasia epitelial nas urolitíases).
PIRIDOXINA - Pode estar deficiente. Esta
deficiência está associada ao bloqueio metabólico na degradação do ácido
oxalico causando seu aumento nas vias urinárias e resultando na formação de
cálculos. A suplementação de piridoxina normaliza esta disfunção.
VITAMINA K - A vitamina K é necessária para
a síntese da glicoproteína urinária, poderosa inibidora da formação de cristais
de oxalato de cálcio. A deficiência de vitamina K reduz a formação desta
glicoproteínas. Esta vitamina está presente nas folhas verdes (a clorofila é
uma excelente fonte de vitamina K, que é lipossolúvel).
MAGNÉSIO - A deficiência em magnésio pode desencadear a
formação de cálculos renais. O magnésio aumenta a solubilidade do oxalato de
cálcio e também inibe a precipitação tanto do oxalato, como do fosfato de
cálcio, prevenindo, desta forma, o surgimento de cálculos. A utilização diária
de 200 mg de óxido de magnésio associado a 10 mg de vitamina B6 pode reduzir a
presença de cálculos de oxalato de cálcio.
POTÁSSIO - Como citrato de potássio, inibe a formação de
cálculos renais.
CITRATOS - Os citratos reduzem a saturação dos sais de
cálcio, formadores de cálculo, formando complexos com os mesmos, retardando sua
nucleação e cristalização. Quando os níveis de citratos estão baixos, temos uma
variedade de distúrbios metabólicos: acidose, diarréia crônica, infecção das
vias urinárias.
ÁCIDO GLUTÂMICO - Quando os níveis de ácido
glutâmico diminuem significativamente, a formação de cálculos renais aumenta
intensamente. Sua suplementação é de fundamental importância.
PRESCRIÇÃO
RECOMENDADA
VITAMINA A 2000 UI
PIRIDOXINA 50 MG
VITAMINA K
100 MCG 2x ao dia
ÁCIDO GLUTÂMICO
150 MG
CITRATO DE MAGNÉSIO 400 MG
CITRATO DE POTÁSSIO 75 MG
Apêndice
Vitamina B2 (Riboflavina) – A vitamina B2 é um componente essencial das
enzimas produtoras de energia e atuantes nos processos de oxi-redução do
organismo. É essencial na manutenção da integridade dos tecidos e mucosas.
Doses: 10 a 100 mg/dia.
Vitamina B6 (Piridoxina) – Atua intervindo em uma grande série de
reações metabólicas, ajudando na formação de GABA (ácido gama aminobutírico).
Doses 10 a 100 mg/dia.
Vitamina B12 (Cianocobalamina) – Relaciona-se com a síntese de ácidos
nuclêicos, na síntese de mielina, no metabolismo dos lipídios e de
carbohidratos. Dose: 50 100 mcg/dia
DMAE
(Dimetilaminoetanol), que também é chamado de deanol acetamino benzoato ou
Deaner, é um produto natural encontrado nos frutos do mar (sardinha e anchova),
é um precursor imediato da colina, portanto estimula a síntese de acetilcolina.
É melhor que a própria colina, uma vez que atravessa a barreira
hemato-encefálica, e ao mesmo tempo é um importante varredor de radicais
livres, principalmente os radicais hidroxila. O DMAE desenvolve a inteligência,
a memória, aumenta o nível de energia e o aprendizado, aumenta o tempo de vida
e melhora o humor. Seus efeitos se apresentam meia hora após a ingestão e
continua por algumas horas. Algumas pessoas têm apresentado tolerância ao DMAE
após muitas semanas de uso; isto se reverte após a suspensão da droga por poucas
semanas. Este atributos indicam o uso deste nutriente na Doença de Alzheimer,
nas dosagens de 250 mg 2x/dia.
L-acetil carnitina – é a
forma ativa do aminoácido Carnitina. A L-carnitina é importante transportador de
ácidos graxos para a sua oxidação biológica na mitocôndria. Este processo,
conhecido como beta-oxidação, é fundamental para o catabolismo das gorduras e
para o fornecimento de grupos acetil via acetil Co A . A forma acetil
L-carnitina tem se mostrada a mais adequada para a penetração na célula levando
grupamentos acetila para o citoplasma e, regenerando a acetil Co A . Pelo
exposto, vemos que a L-acetil carnitina atua aumentando a liberação e a síntese
de acetilcolina. Dosagem: 500 mg 2 vezes/dia.
Ver mais
Artrite Psoriática - A
artrite psoriática é uma artrite inflamatória, geralmente soronegativa para o
fator reumatóide, associada a psoríase cutânea. Não costuma ter predomínio de
sexo, a não ser em subtipos específicos (predomínio do sexo feminino na forma
poliarticular simétrica e do sexo masculino na forma espondilítica). Inicia‑se
freqüentemente entre a terceira e quinta décadas de vida, sendo rara a artrite
psoriática juvenil, que, quando se apresenta, tem como sintoma inicial à
artrite assimétrica associada a dactalites, evoluindo posteriormente com
acometimento cutâneo. Predomina em populações caucasóides. A psoríase cutânea é
doença bastante freqüente, podendo acometer de 1 a 2% da população; em média, 5
a 10% dos pacientes com psoríase cutânea evoluirão com artrite psoriática.
Etiopatogenia - Não existe um antígeno de histocompatibilidade associado à artrite
psoriática como um todo; o que vem sendo observado de maneira crescente é a
tendência à associação entre subtipos de artrite psoriática e alguns HLA
específicos. O HLA‑B 27 está comumente associado à forma axial, enquanto
os HLA‑B 38 e B 39 são mais freqüentes nas formas periféricas da doença;
o HLA‑DR 4 pode ser encontrado na forma poliarticular simétrica (AR-like)
e o HLA‑A 2, nos casos de artrite psoriática juvenil.
Embora ainda existam muitas etapas a serem elucidadas
na etiopatogenia da artrite psoriática, acredita‑se que, num indivíduo
geneticamente predisposto, a presença de um fator ambiental possa funcionar
como "gatilho" para desencadear as alterações imunológicas que darão
origem à doença. Dentre os fatores ambientais, podemos citar infecção
(retrovírus ou bactérias Gram-positivas, como o estreptococo) e trauma
articular. O estresse emocional representa importante papel no desencadeamento
tanto da psoríase cutâneo quanto articular, porém os mecanismos
neuroimunoendócrinos envolvidos neste processo ainda necessitam ser
esclarecidos. Do ponto de vista imunológico, são observadas alterações tanto da
imunidade humoral (produção de auto-anticorpos contra antígenos da derme e da
membrana sinovial, e presença de imunocomplexos circulares), quanto da
imunidade celular (subpopulações de linfócitos T ativados na pele e na membrana
sinovial).
Quadro Clínico : - Na artrite psoriática, a lesão
cutânea costuma preceder o quadro articular em 75% dos casos, havendo início
simultâneo em 10% dos pacientes; nos restantes 15%, a artrite precede a
psoríase cutânea. Não costuma haver correlação entre o tipo ou a gravidade da
lesão cutânea e a presença, tipo ou extensão do quadro articular. Quando existe
suspeita clínica de artrite psoriática e o paciente nega ter psoríase cutânea,
convém procurar a lesão cutânea no couro cabeludo, em superfícies extensoras de
grandes articulações (joelhos, cotovelos) ou na região umbilical. Alguns
pacientes com oligoartrite assimétrica podem referir história passada de
psoríase gutata ou história familiar positiva de psoríase.
Classicamente, a artrite psoriática apresenta cinco
formas clínicas, tais como: Oligoartrite assimétrica (70%): é a forma
clínica mais freqüente, acometendo grandes e/ou pequenas articulações. É comum
a presença de tenossinovites, com os chamados "dedos em salsicha". Poliartrite
simétrica (15%): apresenta quadro articular muito semelhante à artrite
reumatóide. Pode acometer as articulações interfalangianas distais, comumente
não afetadas na artrite reumatóide. Distal (5%): acomete exclusivamente as
articulações interfalangianas distais, geralmente associada a lesões ungueais
(pequenas depressões circulares no leito ungueal, que demanda diagnóstico
diferencial com micose ungueal). Artrite mutilante (< 5%): é a forma
clínica menos freqüente e a mais grave, acometendo geralmente indivíduos
jovens, na 2ª e 3ª décadas de vida. Acomete pequenas articulações de mãos e
pés, evoluindo para deformidades importantes, com encurtamento dos dedos. Espondilite
(5%): o quadro clínico pode ser indistinguível daquele apresentado pela
espondilite anquilosante. No entanto, costuma haver muitas diferenças
radiológicas entre a espondilite psoriática e a EA (ver Métodos de Imagem). A
artrite psoriática não costuma apresentar manifestações viscerais. Alguns
autores costumam pleitear a inclusão da Síndrome SAPHO (acrônimo de Sinovite,
Acne, Pustulose palmoplantar, Hiperostose esterno‑costoclavicular,
Osteíte multifocal crônica recorrente) como um subtipo distinto da artrite
psoriática. No entanto, o assunto está longe de ser uni consenso, aliado à
extrema raridade da síndrome. Nas formas clínicas periféricas da artrite
psoriática, as alterações radiológicas são importantes no diagnóstico
diferencial com a artrite reumatóide. Caracteristicamente, é observado, na
artrite psoriática, destruição significativa de articulações isoladas, de
maneira assimétrica. Nas articulações interfalangianas, é comum ocorrer
osteólise da falange proximal ("ponta de lápis") e alargamento da
base da falange distal ("cálice invertido"). Por serem
patognomônicas, quando a alteração tipo "ponta de lápis" e “cálice
invertido” ocorrem num indivíduo sem psoríase cutânea, diz-se que este
apresenta artrite psoriática sine psoríase.
A
espondilite psoriática apresenta inúmeras diferenças radiológicas em relação a
espondilite observada na EA. A sacroileíte costuma ser unilateral ou bilateral
assimétrica. Os sindesmófitos costumam ser assimétricos, irregulares,
grosseiros, paramarginais, não acometendo todos os corpos vertebrais, em
contraste à simetria absoluta da EA. Métodos de imagem mais sofisticados, como
tomografia computadorizada, cintilografia óssea ou ressonância nuclear
magnética, costumam ser desnecessários nos casos definidos de artrite
psoriática.
Tratamento
: Os antiinfiamatórios não‑hormonais são utilizados de rotina no
tratamento da artrite psoriática, com evidente melhora da dor articular e sem
provocar exacerbação das lesões cutâneas, mas não afetam a evolução da doença.
Quanto aos corticosteróides, embora concorram para melhoria da dor e inflamação
articular, estão associados à exacerbação da lesão cutânea no processo de
retirada da droga.
Não existe nenhuma droga de base que comprovadamente altere a evolução
da artrite psoriática. Nos casos não responsivos aos AINH, a droga de primeira
escolha é o metotrexato, na dose de 5 a 25mg semanal, por via oral ou
intramuscular. A grande vantagem do metotrexato é sua ação tanto em nível
cutâneo quanto articular. Nos casos mais leves, também podem ser utilizadas a
sulfassalazina (1,0 a 3,0g/dia) e a hidroxicloroquina (400mg/dia), enquanto nos
casos mais graves pode ser utilizada a azatioprina (100 a 150mg/dia).
Espondilite anquilosante - A
Espondilite Anquilosante (EM) é uma doença inflamatória crônica que acomete
preferencialmente o esqueleto axial, evoluindo para limitação funcional progressiva
e anquilose da coluna vertebral. Tem início da segunda a quarta década da vida,
preferencialmente do sexo masculino, da raça caucasóide.
A EA juvenil, que se inicia antes dos 16 anos de
idade, costuma cursar inicialmente com artrite periférica (predominante em
grandes articulações de membros inferiores) e entesopatias periféricas
(notadamente em inserção de tendão aquilino e fáscia plantar), evoluindo
somente após alguns anos com lombalgia de ritmo inflamatório; costuma ter curso
evolutivo mais agressivo, necessitando com maior freqüência de próteses de
quadril. A EA que se inicia no adulto entre 17 e 45 anos de idade costuma ter
como primeiro sintoma à característica lombalgia de ritmo inflamatório, com
predomínio de sintomas axiais.
A EA é mais freqüente no sexo masculino, numa
proporção de 5:1. O predomínio da doença em homens jovens (a partir da fase de
maturidade sexual) suscita questões sobre a importância dos hormônios sexuais
na gênese da EA. Estudos recentes, que ainda necessitam ser referendados,
demonstram níveis séricos aumentados de hormônios sexuais masculinos em
pacientes espondilíticos, em relação a controles normais pareados por idade. A
EA no sexo feminino, embora menos freqüente e de diagnóstico mais tardio,
costuma ter curso evolutivo semelhante ao observado no sexo masculino; é comum
haver maior freqüência de EA em famílias onde existem mulheres espondilíticas.
A freqüente associação com o antígeno de
histocompatibilidade HLA‑B 27 faz com que a EA seja mais comum em
populações caucasóides, onde sua prevalência pode chegar de 0,1 a 0,2% da
população. Por sua vez, a positividade do HLA‑B 27 nos pacientes
espondilíticos pode variar de 80 a 98%, sendo mais elevada em populações não
miscigenadas (como esquimós dos Estados Unidos e Canadá). No Brasil, um país de
grande miscigenação racial revela a prevalência de 80% de HLA‑B 27
positivo.
Para o desenvolvimento da EA em indivíduos
geneticamente predispostos, é necessário o contato com um "fator
gatilho" ambiental, que parece ser representado por bactérias
enteropatógenas como Salmonella sp,
Shigella sp e Klebsiella sp.
Quadro
Clínico
O sintoma inicial mais característico do paciente
espondilítico costuma ser a dor lombar baixa de ritmo inflamatório, que melhora
como movimento e piora com o repouso, apresentando rigidez matinal prolongada.
Por vezes, o paciente também refere dor de ritmo inflamatório nas nádegas e
face posterior da raiz da coxa, suscitando diagnóstico diferencial com dor
ciática. A evolução costuma ser ascendente, acometendo posterior e
progressivamente as colunas dorsal e cervical. No início do quadro, predomina a
dor axial intensa; na evolução, também aparecem o espasmo muscular
paravertebral e as limitações funcionais, que contribuem para o desenvolvimento
ela, "postura ele esquiador", caracterizada pela retificação da
coluna lombar, acentuação da cifose dorsal e retificação da coluna cervical
projetada para frente.
No exame físico do paciente espondilítico podem ser observadas inúmeras alterações. Na coluna lombar, a inspeção revela retificação e a palpação mostra espasmo muscular paravertebral; a avaliação da mobilidade revela que o primeiro movimento a ser acometido é a lateralidade, seguida da rotação e da flexão/extensão. Na coluna dorsal, a inspeção revela acentuação da cifose e a palpação mostra espasmo muscular paravertebral; como a coluna dorsal é imóvel, deve ser monitorada com a medida do diâmetro respiratório, que é representado pela diferença entre os diâmetros inspiratório e expiratório máximos que, em adultos Jovens normais, é superior a 3,0 cm. Na coluna cervical, a inspeção revela retificação e projeção para frente, enquanto a palpação mostra espasmo muscular paravertebral; como na coluna lombar, a avaliação da mobilidade cervical revela que os movimentos a serem acometidos são, na seqüência, a lateralidade, a rotação e a flexão/extensão (distância occipício‑parede).
Com relação ao acometimento articular periférico, é
característica a presença de oligoartrite (predominando em grandes
articulações, principal mente de membros inferiores) e ele entesopatias. As
entesopatias (inflamações na junção elos tendões e/ou ligamentos nos ossos)
costumam ser manifestações iniciais na EA de início juvenil e acometem
preferencialmente a inserção do tendão de Aquiles e/ou fáscia plantar; os
pacientes queixam‑se de dor nos tornozelos à deambulação, enquanto o
exame físico revela empastamento doloroso do tendão aquilino. Outros
acometimentos articulares que podem ser referidos pelos pacientes espondilíticos
são a sínfisite púbica, artrite de articulações esternoclaviculares e dor
torácica (por inflamação de articulações condro-costais).
Quanto às manifestações extra‑articulares, a mais freqüente é a uveíte anterior, aguda, unilateral, recorrente, que pode ser observada em até 25% dos pacientes num seguimento prolongado, estando associada ao HLA‑B 27 positivo, raramente cursando com seqüelas. Quanto às manifestações cardíacas, também associadas ao HLA‑B 27 positivo, pode ocorrer aortíte e arritmia cardíaca, bloqueio cardíaco, requerendo marcapasso.
As alterações pulmonares são caracterizadas por um distúrbio da função pulmonar (defeito ventilatório restritivo leve, em pacientes com acentuada limitação do diâmetro respiratório, devido à restrição da caixa torácica) e por uma fibrose pulmonar apical (presente em 1 a 2% dos pacientes). Quanto às manifestações renais, destacam‑se a nefropatia por IgA (hematúria e proteinúria geralmente leves, com biópsia renal revelando depósitos mesangiais de lgA) e a amiloidose secundária (pode acometer até 5 a 10% dos pacientes espondilíticos num seguimento prolongado, evoluindo com insuficiência renal, causa freqüente de óbito na EA); tio paciente espondilítico com hematúria, convém pensar‑se em nefropatia intersticial por antiinflamatório não‑hormonal ou litíase renal antes de se partir para uma investigação renal mais agressiva. As manifestações neurológicas, bastante raras, são caracterizadas pela subluxação atlantoaxial, síndrome da cauda eqüina ou fraturas vertebrais traumáticas.
A radiografia simples de bacia é indispensável na EA porque a sacroileíte
radiológica é critério obrigatório para o diagnóstico da doença. O acometimento
da articulação sacrilíaca, na avaliação radiológica, pode ser subdividido em:
grau zero = normal; grau 1 = sacroileíte suspeita ou duvidosa; grau 2 =
esclerose óssea de sacro e de ilíaco, irregularidade de contornos articulares e
erosões ósseas; grau 3 = alterações verificadas no grau 2, associadas ao
pseudoalargamento articular; grau 4 = anquilose total (fusão ela articulação).
Em alguns pacientes com doença bastante insidiosa, pode demorar até mais de
três anos para o aparecimento de uma sacroileite radiológica. Estudos recentes
têm demonstrado a eficiência da tomografia computadorizada, da cintilografia
óssea em três fases e da ressonância nuclear magnética no diagnóstico precoce
da sacroileíte na EA.
Nos primeiros anos do curso evolutivo da EA, as
alterações radiológicas da coluna lombar podem se resumir à presença da lesão
de Romanus (ângulos brilhantes e esclerose óssea marginal, representando os
sítios iniciais de surgimento de pontes ósseas). A partir da segunda década da
doença, vão aparecendo os sindesmófitos (pontes ósseas unindo duas vértebras
adjacentes); inicia‑se freqüentemente na junção dorso‑lombar,
evoluindo para o acometimento de toda a coluna vertebral, de maneira simétrica,
bilateral, com sindesmótitos delicados ligando as margens vertebrais, dando o
característico aspecto de ‑coluna de bambu".
Na avaliação radiológica da coluna vertebral do
paciente espondilítico, tem‑se observado a presença de osteopenia difusa.
O exame de densitometria óssea tem revelado osteporose lombar nos casos de EA
mais agressiva, associada à atividade da doença. Em pacientes com longa
evolução da doença, a densitometria óssea da coluna lombar pode revelar valores
de massa óssea falsamente normais, devido à presença dos sindesmófitos.
Exames
Laboratoriais
O laboratório na EA resume‑se à elevação das provas de
atividade inflamatória inespecíficas (velocidade de hemossedimentação,
mucoproteínas, proteína C reativa), associadas à atividade da doença. A
pesquisa do fator reumatóide e do fator antinuclear revela‑se negativa
(daí o nome soronegativa). A presença do HLA‑B 27 restringe‑se ao
aconselhamento genético familiar (a agregação familiar na EA é, em média, de
10% nos pacientes H LA‑B 27 positivos). É importante salientar que a
ausência do HLA-B 27 não exclui o diagnóstico de EA, já que até 20% dos
pacientes espondilíticos caucasóides são HLA‑B 27 negativos.
Critérios
Diagnósticos
Para a confirmação do diagnóstico de EA, pode‑se
utilizar os critérios de Nova York modificados, que combinam critérios clínicos
e radiológicos. Os critérios clínicos são: 1) dor lombar de mais de três meses
de duração, que melhora com o exercício e não é aliviada pelo repouso; 2)
limitação da coluna lombar nos planos frontal e sagital; 3) expansibilidade
torácica diminuída (corrigida para idade e sexo). Os critérios radiológicos
são: 1) sacroileite bilateral, grau 2, 3 ou 4; 2) sacroileite unilateral, grau
3 ou 4. Para o diagnóstico de EA é necessária a presença de um critério clínico
e um critério radiológico.
Tratamento
Clássico
Inicialmente, é necessário que o paciente espondilítico
seja informado de que a EA é uma doença crônica de tratamento prolongado, que
raramente leva à morte, mas pode causar sérias limitações articulares
funcionais. Os pacientes HLA‑B 27 positivos devem ser informados de que a
média de agregação familiar na EA é de 10%.
O tratamento da EA, na maioria dos casos, é
constituído por antiinflamatórios, miorelaxantes e fisioterapia.
Devido à intensa reação inflamatória da doença, o
antiflamatório não‑hormonal mais utilizado na EA é a indometacina, na dose
de 50 a 150 mg/dia; outros AINH também utilizados são o dicioferraco sódico
(100 a 200 mg/dia), o naproxeno (500 a 1.500 mg/dia), o piroxicam (20 a 40
mg/dia) e o aceclofenaco (100 a 200 mg/dia). O paciente espondilítico apresenta
geralmente um intenso espasmo muscular paravertebral, necessitando do uso de
relaxantes musculares diversos. Além do tratamento medicamentoso, a
fisioterapia, notadamente tias modalidades da hidroterapia e da cinesioterapia,
auxilia de maneira importante no controle da dor e do espasmo muscular.
Embora nenhuma droga tenha demonstrado ser modificadora do curso natural da EA, a sulfassalazina vem sendo utilizada na Última década com sucesso no tratamento dos casos mais agressivos da doença, com resposta mais significativa na artrite periférica e na prevenção de surtos recorrentes de uveíte. A dose preconizada varia entre 1,0 e 3,0 g/dia, em cápsulas de liberação entérica de 500mg. Nos casos não responsivos à terapêutica, alguns serviços têm proposto o uso de pulsos endovenosos de corticosteróide. No entanto, esta é uma terapêutica de exceção. O tratamento cirúrgico tem sido indicado no acometimento de coxofemorais (prótese de quadril), nas correções de deformidades da coluna cervical, nas síndromes axiais compressivas e nas fraturas vertebrais traumáticas.
Hipoglicemia - A hipoglicemia pode ser definida mais por sintomas clínicos do que
por termos quantitativos precisos. Clínicamente defini-se a hipoglicemia como
sendo a redução do nível de concentração de glicose no plasma capaz de gerar
sintomas, que geralmente são controlados quando se repõe a glicose.
GLICOSE E CEREBRO
A única substância energética
utilizada normalmente pelo cérebro é a glicose, exceto nos casos de jejum
prolongado, pois as células nervosas não armazenam glicogênio e a glicose é o
combustível mais importante para o aproveitamento do oxigênio, sendo que o
consumo cerebral de oxigênio dependerá proporcionalmente da glicose disponível.
Após as refeições a glicose sérica eleva-se moderadamente, tendo-se por um,
período, uma quantidade adequada de glicose circulante disponível para o
cérebro. O sistema nervoso requer cerca de 100 mg de glicose por minuto, o
equivalente a 6 gramas por 1 hora ou 144 gramas por dia. No jejum prolongado a
glicose deriva-se da hidrólise do glicogênio hepático. Este é mantido através
da gliconeogenese, processo que depende das funções normais do fígado, supra
renal e sistema adeno-hipofisário.
REAÇÕES SISTÊMICA À HIPOGLICEMIA
Quando o aporte de glicose começa a
declinar no sangue desencadeia-se uma série de mecanismos de compensação, sendo
o mais importante o aumento da atividade do sistema nervoso simpático,
aumentando a liberação de catecolaminas o que permite abastecer de glicose o
sistema nervoso central através de distintas vias. Eleva-se o nível de
somatotropina, hormônios pituitários, com estímulos através do sistema
hipotâlamo-hipofisário tentando manter um aporte de oxigênio cerebral em torno
de 1 cm3 por segundo. Na hipoglicemia os compostos lipídicos e protéicos
cerebrais se alteram rapidamente. Há diminuição de compostos fosfatados ricos
em energia, alteração do transporte eletrolítico através da membrana cerebral,
diminuindo a transmissão sináptica, inibi-se a síntese de glutamina e enzimas.
MECANISMOS REACIONAIS
Quanto mais rápida é a queda da
glicose sangüínea, mais intenso é o quadro de hipoglicemia. Na hipoglicemia a
diminui a secreção de insulina e aumenta a de somatropina e glucagon. Em
situações de emergência o organismo lança mão da glicogenólise para manter o
nível de glicose sangüínea. O plasma, o fígado, e os fluídos intersticiais tem
um depósito de glicose que pode ser mobilizado rapidamente na tentativa de
manter um equilíbrio no nível plasmático. O organismo pode ainda extrair
glicose dos tecidos, rapidamente, através da glicose-6-fosfato presente no
fígado, rins mucosa intestinal, placenta e células beta do pâncreas.
GLICONEOGÊNESE
1.
No jejum prolongado a
glicolise deriva-se da gliconeogênese, advindo de aminoácidos, proteínas ou da
lipólise.
2.
A gliconeogênese é
feita a partir de:- aminoácidos derivado do fígado e dos músculos, glicerol
derivado dos triglicérides predominante do tecido adiposo e- lactato.
3.
Os hormônios que
estimulam a gliconeogênese são: Os glicocorticoides, glucagon e catecolaminas.
Os glicocorticoides diminuem o armazenamento das proteínas dos músculos e
outros tecidos. Muitos hormônios estimulam a lipólise, entre eles os
glicocorticóides, somatropina, glucagon e ACTH.
PAPEL DO FIGADO
O fígado converte uma parte
considerável de ácidos graxos livres em corpos cetônicos em especial o beta
hidroxibutirato. As acetonas saem do fígado e vão para outros tecidos onde sua
energia é utilizada. Pode se usar cerca de 1500 cal por dia procedentes das
acetonas. Com aporte de energia vindo da glicólise há uma significativa
inibição da utilização da glicose pelo músculo e pela maioria dos tecidos. Há
uma coordenação nas atividades energéticas do organismo de modo que o sistema
nervoso central e a supra renal fiquem providos de glicose enquanto os outros
tecidos usam as vias energéticas dos ácidos graxos.
A maior parte das causas da
hipoglicemia corresponde a:
1.
Insuficiente aporte
nutritivo.
a. Inanição
b. Eliminação excessiva
(amamentação)
c. Utilização exagerada
2.
Transtornos hepáticos.
a.
Hipofunção (cirrose,
hepatite)
b.
Glicogenólise
c.
Galactosemia
d.
Intolerância
hereditária a frutose
e.
Intolerância familiar a
frutose e galactose
f.
Etilismo.
1.
Deficiência de hormônio
de ação contrária a insulina
a.
Hormônio de crescimento
b.
Glicocorticóides
c.
Catecolaminas
d.
Glucagon
e.
Hormônios tireoideanos
1.
Transtornos que cursam
com secreção anormal de insulina
a.
Alimentação excessiva
(pos-hiperglicemia)
b.
Diabetis leve
c.
Hipoglicemia do
recem-nascido de mãe diabética
d.
Insulinoma
1.
Outras causas
Intoxicação iatrogênica pela
insulina, guanidina, fenformin, aminoácidos, somatotropina, prolactina,
propranolol fenilbutazona sulfoniluréias, etc.
Os sinais clínicos são conseqüência
de:
1.
Neuroglicopenia de
corrente do declínio da oxigenação cerebral.
2.
Estimulação do sistema
simpatoadrenal com aumento da secreção de catecolaminas.
A. Cefaléia.
A.
Falta de concentração.
B.
Fadiga
C.
Confusão mental.
D.
Comportamento bizarro.
E.
Alucinações
F.
Convulsões
G.
Coma.
ESTIMULAÇÃO SIMPATOADRENAL
A. Palpitações.
A.
Ansiedade.
B.
Sudorese.
C.
Tremores.
D.
Fomigamento nos dedos e
peri-bucal.
E.
Debilidade
O tratamento de emergência é a
reposição endovenosa de glicose.
O tratamento dependerá a etiologia.
HIPOGLICEMIA PÓS PRANDIAL
Também chamada de hipoglicemia
funcional. Trata-se de forma comum porém pouco compreendia da hipoglicemia do
adulto. O paciente típico não exibe os sintomas de hipoglicemia no estado de jejum,
mas os apresenta 1 hora e meia após um refeição rica em carbohidratos. As crise
estão sujeitas a ocorrer quando o indivíduo se encontra num estado de estresse
circunstancial. A concentração de glicose plasmática pode 60 mg/dl após a
ingestão de glicose. Se o nível plasmático cair abaixo de 60 mg/dl sintomas
significativos podem ocorrer, porém regridem espontaneamente num período de 20
a 30 minutos, na maioria dos casos. Obtém-se alívio dos sintomas após a
ingestão de alimentos. Não raro descobre-se que a glicose sérica apresenta-se
normal no momento em que os sintomas estão mais pronunciados, no entanto
durante uma prova oral de tolerância a glicose são encontrados valores abaixo
de 45 mg/%. Muitos admitem que a hipoglicemia funcional resulta de uma liberação
excessiva de insulina, em quanto outros , uma deficiência de glucagom. Não se
sabe porque a queda pós prandial exagerada na glicose não é evitada pela
liberação mais rápida da glicose. Como os níveis séricos de insulina
encontram-se geralmente normais, provavelmente exista uma sensibilidade
exagerada a insulina.
|
Elemento |
Dosagem |
|
50 a 250 mcg |
|
|
2 a 5 mg |
|
|
40 mg |
|
|
Vitamina B5 Ácido pantotênico |
50 a 200 mg |
|
Vitamina B6 Piridoxina |
10 a 300 mg |
|
100 a 500 mg |
|
|
100 a 300 mg |
Tomar uma unidade no ALMOÇO.
Dietas
As dietas ricas em carbohidratos
aumentam o nível sérico de insulina que por sua vez leva a um maior aporte de aminoácidos
ramificados aos músculos (valina, leucina, e isoleucína), aumentando a
concentração relativa de triptofano no SNC.
As dietas pobres em
proteinas aumentam momentaneamente os níveis cerebrais de serotonina por
aumentarem o aporte de triptofano ao SNC facilitando sua passagem através da
barreira hematoencefálica, e por diminuirem a concentração dos demais
aminoácidos neutros. Estimulam ainda a liberação do triptofano de sua ligação
com a albumina, estimulada pela glicose e ácidos graxos. A longo prazo há
depleção do triptofano circulante provocando deficiência de serotonina no SNC.
3. Cromo -
Mineral essencial que mantém estável o nível da glicose, agindo associado a
insulina.
4.
Manganês - Mineral
necessário para o metabolismo das proteínas e gorduras.
5.
Vitamina B5 – Ác. Pantotênico. Aumenta a produção de cortisol e
outros corticóides, fundamental na síntese dos ácidos graxos.
6.
Vitamina B6 –
Piridoxina. Intervém no metabolismo dos aminoácidos, estimula a glicogênese
hepática e muscular (aumenta a assimilação de proteínas e gorduras).
7.
Leucina - Este aminoácido atua
na dosagem de 100 a 500 mg/dia
8. Metionina - Aminoácido que atua como antioxidante e
nos distúrbios hepáticos na dosagem de
100 a 300 mg até 3 vezes ao dia.
9. Vitamina H – Biotina. Atua no metabolismo dos carbohidratos, proteínas e lipídicos.
Amiel S, Simonson DC, Tamborlane WV,
DeFronzo RA, Sherwin RS : Rate of glucose fall does not affect
counterregularory hormone response to hypoglycemia in normal and diabetic
humans. Diabetes 36,1987.
Cryer PE : Glucose counterregulation in
man. Diabetes 30:261,1981.
Brodows RG, Ensinck JW, Campbell RG :
Mechanism of plasma cyclic AMP response to hypoglycemia. Metabolism
25:659,1976.
Fajans S, Floyd JC : Fasting hypoglycemia
in adults. N. Engl. J. Med. 294:766,1976.
O GLA é muito importante para a manutenção do equilíbrio
metabólico, porém apresenta-se bastante escasso nos atuais hábitos alimentares
da população, sobre tudo infantil. Por ser uma fonte natural de GLA, o óleo de
prímula é recomendado nos distúrbios causados pela deficiência de óleos graxos
insaturados no organismo, que causam a tensão nervosa, aumento da taxa de
colesterol, afecções de pele e distúrbios causados pelo alcoolismo.
O óleo de prímula é indicado para a tensão pré-menstrual,
Cefaléia, Imunomodulador e adjuvante no tratamento da obesidade. Como é um
precursor da prostaglandina E pode ser utilizado em todas as afecções que
necessitam de ação antiinflamatória, como: eczema atópico, psoríase. Dosagem
500 mg 2 a 3 vezes/dia.